Sábado, Julho 04, 2009

A fábula do aquecimento global (7)

(Continuação da entrevista da La Nouvelle Revue d’Histoire)

La Nouvelle Revue d’Histoire – Como é que explica então as alterações que se observam na Europa?

Marcel Leroux – A fim de responder à vossa questão de modo a ser compreendido pelos não-especialistas, diga-se que no espaço do Atlântico Norte o Árctico ocidental arrefece e que os anticiclones que saem do Pólo são mais potentes.

Nesse espaço, os retornos do ar ciclónico associado às depressões transportam mais ar quente e húmido de origem subtropical, mesmo tropical, para o Mar da Noruega e para lá deste.

Consequentemente, a temperatura sobe e as precipitações (de neve em altitude, sobre a Gronelândia e na Escandinávia) aumentam.

Quando a pressão baixa as tempestades aumentam, com depressões mais numerosas atingindo latitudes mais setentrionais (1).

Como a Europa Ocidental está situada na trajectória dos retornos ciclónicos do Sul, ela beneficia também do aquecimento, e mesmo de um excesso de chuva.

É necessário verificar que no Atlântico a aglutinação anticiclónica (AA), correntemente chamada anticiclone dos Açores, é mais potente e mais estendida para o Sul.

É devido à extensão para Sul da AA que o Sahel atlântico, nomeadamente o arquipélago de Cabo Verde, sofre uma seca mais pronunciada que no continente vizinho.

O Mediterrâneo que prolonga este espaço atlântico está mais frio e, portanto, mais seco na sua bacia oriental (como na Europa central), enquanto que a pressão atmosférica à superfície é igualmente crescente.

Em particular, é esta alta pressão atmosférica, e não o CO2, que é simultaneamente responsável, nas nossas regiões, pelas longas sequências de falta de chuva (ou de neve nas montanhas) e de calor, mesmo de canícula como a de Agosto de 2003.

Estas sequências de seca e de calor agravam-se quando a situação anticiclónica permanece estável durante muito tempo.
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(1) Pommier, A. (2005) - Analyse Objective de la Dynamique Aérologique de Basses Couches dans l’Espace Atlantique Nord: Mécanisme et Évolution de 1950 à 2000, Thèse Universitaire, LCRE, Lyon.

(Continua)

Quinta-feira, Julho 02, 2009

A fábula do aquecimento global (6)

(Continuação da entrevista da La Nouvelle Revue d’Histoire)

La Nouvelle Revue d’Histoire – Como responder àqueles que anunciam fortes ameaças para o Árctico e para o Antárctico?

Marcel Leroux – Mistura-se tudo: clima, poluição, ecologia e ecologismo, desenvolvimento sustentável, sensacionalismo mediático, propaganda e factos reais, muitas vezes distorcidos, política e interesses económicos (confessados e inconfessados).

Deste modo, as incoerências, as afirmações gratuitas, as impossibilidades físicas e as mentiras descaradas são múltiplas.

La Nouvelle Revue d’Histoire – Contudo, «a Gronelândia funde» e o Antárctico desloca-se.

Marcel Leroux – É verdade que o gelo funde nas baixas camadas, à volta da Gronelândia, que são atingidas pelo ar quente vindo do Sul. Mas, em 1816 e 1817, por exemplo, podia-se atingir o Pólo andando pela costa gronelandesa.

Em compensação, os satélites mostram que no pico a Gronelândia arrefeceu e o manto de gelo tem crescido 6 cm por ano devido às abundantes quedas de neve.

Quanto ao Antárctico, é particularmente estável e beneficia mesmo de um ganho de massa glaciar na sua parte oriental. A Península do Antárctico constitui uma excepção bem conhecida dos climatologistas.

Devido à sua latitude e à proximidade dos Andes, as depressões austrais conhecem aqui uma evolução notável. São canalizadas vigorosamente para o Sul como um fluxo ciclónico quente e húmido (1).

Tais depressões atmosféricas são cada vez mais cavadas. As trajectórias são cada vez mais meridionais. A temperatura do ar que transportam é crescente (2).

Tal como na vizinhança do Mar da Noruega (ou ainda na região do Alasca – Estreito de Bering), o aquecimento da Península do Antárctico é comandado pela intensificação da circulação de ar quente e húmido de origem tropical dirigido para o Sul.

Contrariamente à falsa afirmação do IPCC de que é o efeito de estufa que aquece a região da Península do Antárctico, é o ar quente importado pelo Pólo – em troca do ar frio exportado a partir do centro do Antárctico – que é responsável por esta situação.

O ar quente é dirigido para o Pólo através de uma intensificação da circulação do ar quente e húmido que vem de longe. É de origem tropical. Quanto mais intensa é a exportação de ar frio, mais intensa é a importação de ar quente.
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(1) Leroux, M. (2005) - Global Warming: Myth or Reality? The Erring Ways of Climatology, Praxis-Springer, 509 pp.

(2) Pommier, A. (2005) - Analyse Objective de la Dynamique Aérologique de Basses Couches dans l’Espace Atlantique Nord: Mécanisme et Évolution de 1950 à 2000, Thèse Universitaire, LCRE, Lyon.

(Continua)

Terça-feira, Junho 30, 2009

A fábula do aquecimento global (5)

(Continuação da entrevista da La Nouvelle Revue d’Histoire)

La Nouvelle Revue d’Histoire – Avancemos, se não se importa, para o efeito de estufa. Devemos acreditar nos «experts» e nos media quando afirmam que o CO2 é o «único» factor das alterações climáticas e de todos os fenómenos meteorológicos?

Marcel Leroux – O vapor de água contribui com 95 % para o efeito de estufa. O dióxido de carbono, ou CO2, representa apenas 3,62 % desse efeito de estufa, ou seja 26 vezes menos do que o vapor de água.

O vapor de água é quase 100 % de origem natural, como a maior parte dos outros gases existentes na atmosfera (CO2 ou CH4). O efeito de estufa é pois essencialmente um fenómeno natural.

Apenas uma pequena proporção (efeito de estufa dito antropogénico) pode ser atribuída às actividades humanas: um valor global de 0,28 % do efeito de estufa total, do qual um valor parcial de 0,12 % do CO2, isto é, uma proporção insignificante, desprezável.

É insensato pretender que os teores actuais na atmosfera nunca tenham sido tão elevados desde há … 650 mil anos, segundo a última efabulação. Tanto mais que os estudos paleoclimáticos revelam não existir relação entre o CO2 e a temperatura!

Em resumo, nenhuma relação causal, fisicamente fundamentada, provada e quantificada, foi estabelecida entre a evolução da temperatura (aumento, mas também diminuição) e a variação do efeito de estufa pelo CO2.

A fortiori, nunca foi demonstrada qualquer relação entre as actividades humanas e o clima: o Homem não é de modo algum responsável pelas alterações climáticas.

La Nouvelle Revue d’Histoire – Perdoe-nos esta questão brutal: a Terra aquece, sim ou não?

Marcel Leroux – A temperatura média dita «global» aumentou 0,74 ºC no decurso do período 1906-2006 (IPCC, 2007). Mas, sobretudo, os dados de observação mostram que houve regiões que aqueceram, enquanto que outras arrefeceram.

Certas regiões arrefeceram como o Árctico ocidental e a Gronelândia, enquanto que outras aqueceram como o Mar da Noruega e os seus limites, da ordem ± 1 ºC à escala anual e da ordem de ± 2 ºC no Inverno, no decurso do período de 1954-2003. [Os valores positivos referem-se às regiões que aqueceram e os negativos às que arrefeceram.]

O espaço do Pacífico Norte conheceu uma evolução comparável com um arrefecimento do lado da Sibéria Oriental, particularmente no Inverno, e um forte aquecimento do Alasca e do Estreito de Bering.

É pois absolutamente inexacto pretender que o planeta tenha aquecido. As «alterações climáticas» não são sinónimo de «aquecimento global» por que não existe clima global.

Além disso, como acabo de vos dizer, a evolução do clima não depende de qualquer maneira do CO2. O Homem não é em qualquer caso responsável pelo clima, salvo no caso limite das cidades.

(Continua)

Domingo, Junho 28, 2009

A fábula do aquecimento global (4)

(Continuação da entrevista da La Nouvelle Revue d’Histoire)

La Nouvelle Revue d’Histoire – Qual é a base para o que qualifica como «mito do aquecimento global» planetário?

Marcel Leroux – Em 1988, os Estados Unidos da América viviam dramaticamente num período de uma seca acompanhada de ventos e poeiras. Esta situação recordava os anos 1930 do Dust-Bowl. John Steinbeck ilustrou-a n’ «As Vinhas da Ira».

Em Junho de 1988, James E. Hansen (cientista da NASA) (*) apresentou-se no Congresso dos EUA com uma curva das temperaturas médias anuais de anos anteriores às quais acrescentou as temperaturas médias determinadas para os cinco últimos meses.

O ardil de misturar temperaturas anuais com mensais fez escalar artificialmente a curva das temperaturas médias anuais dos EUA. Este procedimento desonesto disparou o «pânico climático» já preparado desde longa data pelos movimentos ambientalistas. Foi assim que se criou o IPCC.

A partir desta data, o número de pretensos climatologistas, a mais das vezes auto-proclamados ou designados pelos governos, aumentou de uma maneira vertiginosa. O clima tornou-se o assunto das organizações ambientalistas, dos jornalistas ditos científicos, dos media e dos políticos.

Ao mesmo tempo, tudo foi hipersimplificado pelos delegados designados pelos governos e denominados «experts» (portanto, políticos ou cientistas politizados). Os «experts» decidiram, como em Paris em Fevereiro de 2007, a redacção do «Resumo para Decisores» (Summary for Policyma­kers). [Ver A politização da ciência]

Durante as cimeiras do IPCC são orquestrados, com fortes simplificações e regateios entre os tais «experts», e até com mentiras descaradas, os «golpes» mediáticos destinados a impressionar a opinião pública e dos decisores políticos.

Deste modo, em 1995, foi introduzida, fora do debate científico, a afirmação nunca demonstrada da «responsabilidade do Homem no aquecimento global». Com estes procedimentos, fica-se cada vez mais longe da climatologia!

Mas é desta maneira que os políticos e os media sobem a parada do catastrofismo do aquecimento global … com a mesma garantia e o mesmo vigor com que nos anos 1970 anunciavam a entrada numa «nova idade do gelo»!

(Continua)
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(*) James E. Hansen foi recentemente preso numa manifestação carbo-fóbica de desobediência civil. Hansen afasta-se cada vez mais da ciência.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

A fábula do aquecimento global (3)

(Continuação da entrevista da La Nouvelle Revue d’Histoire)

La Nouvelle Revue d’Histoire – Argumenta que o «avanço» do deserto do Sara para Sul não se deve às razões habitualmente invocadas. Mas se vier a verificar-se um aquecimento global sustentável não seria de recear os acontecimentos em África como são as previstas catástrofes aterradoras devidas à elevação das temperaturas?

Marcel Leroux – A história do clima mostra-nos que, em África, os períodos «quentes» foram, simultaneamente, chuvosos. Particularmente, isso aconteceu na Idade Média permitindo a prosperidade (entre 1200 e 1500) de grandes impérios saheliano-sudaneses.

O actual declínio das chuvas a sul do Sara é oposto a um cenário de «aquecimento». Trata-se de uma flagrante objecção ao diagnóstico feito pelo IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climática).

Convém salientar que nos Trópicos as precipitações acontecem maioritariamente nas estações quentes. Se viesse a verificar-se um aquecimento, este traduzir-se-ia por uma melhoria da pluviometria. Mas não é esse o caso actual.

O deslizamento actual para Sul da zona saheliana, donde da do Sara, é da ordem de 200 km a 300 km. Este fenómeno que começou nos anos 1970, inscreve-se nos mesmos fenómenos do DMG (Dernier Maximum Glaciaire), entre 18 mil e 15 mil anos antes dos nossos dias.

Durante o DMG o Sara deslocou-se 1000 km para Sul. Este deslocamento resultou, não num contexto de aquecimento dos Pólos, mas, pelo contrário, de uma situação de acentuado arrefecimento dos Pólos [tal como sucede actualmente].

Este facto contradiz, mais uma vez, o infundado cenário de aquecimento global do IPCC, sustentado pelos ambientalistas e pelos media.

(Continua)

Quarta-feira, Junho 24, 2009

A fábula do aquecimento global (2)

(Continuação da entrevista da La Nouvelle Revue d’Histoire)

La Nouvelle Revue d’Histoire – Depois de termos perdido a memória paleoclimática, será que também perdemos a memória de curto prazo em matéria climática?

Marcel Leroux – Nos tempos actuais, a memória climática tende a ser muito selectiva.

Não se ouve falar das temperaturas outonais do surpreendente mês de Agosto de 2006. Esquecemo-nos depressa do Inverno de 2006-2007 em que se bateram recordes de frio e de queda de neve. [Já pouco se fala do festival de neve deste Inverno de 2008-2009.]

Esquecemo-nos, ainda, do Inverno do ano 2000 quando a Sibéria registou as suas temperaturas mais baixas e quando a Mongólia teve de recorrer à ajuda internacional para enfrentar um Inverno rigorosíssimo.

Sem falar da omissão relativamente a África que beneficiou de uma pluviometria superior à normal no decurso dos anos 1960. Uma tal quantidade de chuva fez expandir a região do Sahel para Norte, com o recuo do deserto sariano.

Na mesma época, a floresta boreal e a exploração agrícola na Eurásia do Norte e no Canadá ganharam terreno em direcção ao Norte.

Depois, a partir de 1972, reverteu-se a tendência benéfica das precipitações em África. A pluviometria decresceu dramaticamente e o Sahel deslizou progressivamente para Sul.

La Nouvelle Revue d’Histoire – O Homem deve ter medo do aquecimento anunciado por certos «experts»?

Marcel Leroux – Historicamente, pode-se averiguar que os períodos quentes foram sempre tempos fastos. Por exemplo, foi o que aconteceu no início da nossa era durante os anos triunfantes da República e do Império romano.

Na época da epopeia dos vikings, que se estabeleceram na Gronelândia e no Norte da América, entre 1150 e 1300, vigorou um óptimo climático na Europa Central e Ocidental.

As culturas, em particular a vitivinicultura, deslocaram-se de 4 a 5 graus de latitude em direcção ao Norte durante esse óptimo climático. [Na Inglaterra produzia-se vinho até quase à fronteira com a Escócia.]

O «doce século doze» (gentle twelfth century) representou para a tradição escocesa uma «idade de ouro» com Invernos doces e Verões secos. Posteriormente, após uma queda nas temperaturas, produziu-se um retorno para um período «quente».

Este período quente, também conhecido pelos especialistas sob o nome de Óptimo Climático Medieval (OCM), favoreceu as grandes viagens que originaram as descobertas.

Por oposição, os episódios frios foram considerados como «períodos sombrios» (dark ages), como aquele que, depois de 1410, cortou as ligações com a Gronelândia. Ou como aquele da Pequena Idade do Gelo, entre 1600 e 1850.

A Pequena Idade do Gelo atingiu um maior rigor cerca de 1708-1709. Este curto período foi denominado por Réaumur (1683-1757) como «o ano do grande Inverno».

Os glaciares alpinos expandiram-se na Pequena Idade do Gelo. Os camponeses de Chamonix testemunharam essa expansão ao registarem, em 1789, as suas reclamações pelos estragos causados nos prados invadidos pelo gelo.

É, portanto, ridículo da parte dos media pretender que o calor seja sinónimo de calamidade. Em particular, durante o Inverno, a generalidade das pessoas pensa no Verão. Sonha com férias em Espanha ou em Marrocos. Isto é, sonha com o Sol!

Desta maneira, é incompreensível como «a inverosímil doçura» do mês de Dezembro de 2006, com uma factura energética atenuada pela menor necessidade de aquecimento, foi apresentada pelos media como uma catástrofe!

(Continua)

Segunda-feira, Junho 22, 2009

A fábula do aquecimento global (1)

O aquecimento global é uma singularidade? O aquecimento é global como dizem os alarmistas? O nosso futuro está ameaçado?

Estas são algumas das questões, além de outras, que foram levantadas pela La Nouvelle Revue d’Histoire, em 17 de Julho de 2007, numa entrevista. As respostas pertenceram a um cientista de alto nível (classificação da própria revista).

O MC publicará a extensa entrevista em vários posts. Antes da primeira pergunta, La Nouvelle Revue d’Histoire escreve o seguinte intróito:

L’exploitation excessive de la Na­ture ou encore les nuisances provoquées par la société in­dustrielle et l'économie de gaspillage sont des réalités évidentes. Certains de leurs effets sont visibles, d'autres moins.

En marge de ces réalités préoccupantes naissent cependant des modes ou des phobies qui s'apparentent à des mystifications. L'une d'entre elles est la question du «réchauffement global» de la planète, tarte à la crème d'habiles charlatans qui rappor­tent gros, misant sur la crédulité et la peur du public.

Pour en savoir plus, nous avons interrogé Marcel Leroux, professeur émérite de climatologie, ancien directeur du LCRE (Laboratoire de climatologie, risques, envi­ronnement) du CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique), membre de l'Ameri­can Meteorological Society et de la Société Météorologique de France.

Apresenta-se seguidamente a entrevista.
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La Nouvelle Revue d’Histoire – Um atributo do clima é a sua variação. Ora, surgiu um discurso em que se pretende apontar as variações actuais com um sentido inelutável de aquecimento do planeta. O estudo do passado permite corroborar esta interpretação?

Marcel Leroux – Não, visto que, à escala paleoclimática, as variações foram bastante mais importantes do que as que se anunciam.

Assim, em África, durante o DMG (Dernier Maximum Glaciaire), isto é entre 18 mil e 15 mil anos em relação aos nossos dias, as temperaturas médias eram inferiores às que conhecemos actualmente em 5 ºC e o deserto estendia-se consideravelmente para o Sul, enquanto que a floresta havia quase desaparecido.

Pelo contrário, durante o OCH (Óptimo Climático do Holoceno), entre 9000 e 6000 anos relativamente aos nossos dias, as temperaturas eram superiores às actuais em 2 ºC e a floresta ultrapassava largamente a extensão actual.

Quanto ao Sara, no OCH recolhia chuvas relativamente abundantes de origens, ao mesmo tempo, mediterrânicas e tropicais. Coberto de lagos e de pântanos, o Sara era percorrido por criadores de gado, como atestam numerosas gravuras rupestres.

(Continua)

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Estabilidade anticiclónica

O satélite NOAA17 captou no dia 17/06/09, entre as 10:37:02 e as 12:27:22, a estabilidade anticiclónica formada sobre a Península Ibérica que se estendia até à Escandinávia, passando pela França e Benelux. Ver Fig. 168.

Esta enorme área da Europa Ocidental encontrava-se despejada de nuvens e sujeita a uma massa de ar anticiclónico trazida da região do Árctico por anticiclones móveis polares (AMP) gerados em dias antecedentes.

A calma, com ausência de vento, e a transparência eram preponderantes em toda esta área europeia. A radiação solar encontrava caminho fácil até chegar ao solo. A contra radiação terrestre aquecia fácil e rapidamente as baixas camadas de ar.

Imediatamente atrás vinha um AMP de dimensões colossais que iria contribuir para aumentar a estabilidade com mais ar denso e frio.

A subsidência (pressão de cima para baixo) do ar frio impedia a subida do ar quente formado junto ao solo. A camada de inversão tinha cerca de um quilómetro de altura.

O corredor depressionário (esbranquiçado) deste AMP, visível na Fig. 168, com uma espessura considerável, como se vê sobre a Grã-Bretanha, dava conta da elevada potência do AMP. Esta potência era mais saliente nas latitudes mais elevadas.

É interessante comparar a Fig. 168 com a Fig. 151. No caso da Fig. 151, a trajectória do AMP era mais baixa como acontece mais frequentemente nos meses fora do Inverno.

No caso da Fig. 168, com uma trajectória alta, mostra-se, mais uma vez, como o modo dos actuais AMP se aproxima ainda do rápido que é típico dos Invernos.

Ou seja, a actual dinâmica do tempo aproxima-se nitidamente de um cenário de arrefecimento e não de aquecimento. As aglutinações anticiclónicas são típicas do modo rápido e não do lento. O calor, tal como a Lua, engana…

Fig. 168 - Estabilidade anticiclónica na Europa Ocidental. Fonte: METEO-FRANCE.

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Quarta-feira, Junho 17, 2009

Calor na Europa, frio nos EUA, a mesma causa

Nos EUA batem-se recordes de frio.

DAILY NEWS WRITERS
Tuesday, June 16th 2009, 4:00 AM

What is this, Seattle?

New York is wading through one of the wettest, coldest Junes ever - one that's bound for the record books.

"We've really only had three days of normal temperatures this month, and 14 of the 15 June days have had rain," said meteorologist Ricky Castro of the National Weather Service.

"If we keep on this track, we have a chance to set the dubious record of the wettest and coldest June of all time," he said. Things are even worse in New Jersey, where residents say it looked like the middle of winter yesterday after a powerful thunderstorm dumped more than 3 inches of hail on Bergen County, covering cars and lawns in blankets of white.

In the city, the numbers will make you shiver:

- The average temperature this month is 65.3 - but historically, it's been around 70. New York's coldest June of all time was in 1903, when the average temperature was 64.2.
- It's already rained 5 inches this month, but a typical June brings just 2 inches. The wettest June ever was in 2003 with 10.2 inches.
- There were four 90-plus degree days last June. This year, it hasn't even broken 80.

(continuar a ler em Daily News)

Em antítese, parte da Europa, nomeadamente a Península Ibérica, sofre com calor. A Fig. 167 representa a carta sinóptica da Europa Ocidental, abrangendo parte do Atlântico e do Mediterrâneo, do dia 16 de Junho de 2009, às 12 h UTC. Foi traçada pela Universidade de Colónia.

Destacam-se três aglutinações anticiclónicas (AA, designadas por H, de high, na carta sinóptica). Duas das AA encontram-se sobre o continente. A situação representada nesta carta é semelhante à verificada no início da onda de calor de Agosto de 2003 com três AA (ver Fig. 115, do lado direito).

Os leitores podem observar no sítio web RIU - Renhish Institute for Environmental Research a evolução, à escala sinóptica, das aglutinações anticiclónicas quer no dia de hoje quer na previsão para os dois dias seguintes.

No caso europeu há também a assinalar que a componente horizontal do vento, junto ao solo, tende para zero. Consequentemente, a produção de electricidade de origem eólica reduz-se substancialmente (ver REN, dias 16 e 17 de Junho).

O que é importante reter é que esta situação de estabilidade anticiclónica na Europa, tal como a situação referida para os EUA, é consequência do estado actual do Árctico Central e da Gronelândia Norte.

O Árctico Central e a Gronelândia Norte continuam bastante frios, mesmo nesta época do ano. Têm contribuído para uma sucessão imparável de fortes anticiclones móveis polares (AMP) que se aglutinaram na Europa e arrefeceram algumas regiões dos EUA.

Na Europa o calor terminará quando um AMP suficientemente potente conseguir rasgar as AA que estão formadas sobre o continente. Até lá, as AA podem evoluir para altas pressões ainda mais elevadas.

Consultar também:

1 – Verão quente de 2003
2 – Génese das ondas de calor
3 – Dinâmica da canícula de 2003
4 – A culpa é das altas pressões
5 – Explicações oficiais confusas

Fig. 167 - Carta sinóptica. 16 de Junho de 2009. Fonte: Universidade de Colónia.

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Terça-feira, Junho 16, 2009

É a temperatura que comanda a concentração de CO2, não o inverso

Os cilindros retirados dos mantos de gelo demonstram, sem grande margem para dúvida, que é a concentração de dióxido de carbono na atmosfera que segue as variações da temperatura da superfície terrestre e não o inverso, como defendem os adeptos da hipótese do global warming.

É a Natureza que marca esta relação de causa-efeito. A concentração de CO2 cresce e decresce com um atraso de várias centenas de anos em relação às variações homólogas da temperatura. A variação da temperatura é a causa e a variação da concentração de CO2 é o efeito.

Têm-se retirado vários cilindros de gelo nos mantos da Gronelândia e do Antárctico por serem os mais espessos. A maior espessura permite estudar o clima da Terra a partir de idades mais longínquas.

Em 1985 os cilindros de gelo extraídos da Gronelândia permitiram estabelecer curvas de evolução da temperatura e da concentração de CO2 desde há 150 mil anos. Mas não era clara a relação causa-efeito entre a temperatura e a concentração.

Já no manto de gelo do Antárctico central foi possível analisar dados desde há cerca de 420 mil anos, conforme o estudo publicado em 1999 por Jean Robert Petit e colaboradores. Também aqui não ficou completamente esclarecido o enigma da relação causa-efeito.

Tiraram-se conclusões imprudentes ao ser dito que a causa era a concentração de CO2 e o efeito era a temperatura. Estas conclusões precipitadas foram determinantes para a propaganda do IPCC: o efeito de estufa estaria identificado… como causador do aquecimento global.

No entanto, a partir das bases de dados (1 e 2) de estudos anteriores de Jouzel et al., Petit et al., Barkov, Kotlyakov , etc. , a australiana Joanne Nova traçou as evoluções da temperatura e da concentração de CO2 com grande detalhe.

No blogue de Joanne encontram-se oito curvas detalhadas englobando um período de há 420 mil anos até há 2500 anos. Além destas, Joanne acrescenta as curvas conjuntas de há 420 mil anos até aos dias de hoje sem apresentarem o detalhe daquelas.

Com o devido conhecimento de Joanne Nova, reproduz-se na Fig. 166 as curvas do período 150 mil anos – 100 mil anos. É nesta figura que se detecta com melhor detalhe o desfasamento da ordem dos 800 ± 200 anos entre o crescimento (ou o decrescimento) da temperatura e da concentração. As anomalias das temperaturas foram calculadas em relação aos valores presentes.

Este desfasamento é já aceite pela comunidade internacional de climatologistas como um facto real e indesmentível. Mesmo os especialistas de modelos informáticos, como os do blogue Real Climate, aceitam esta evidência. Veja-se por exemplo as tradicionais explicações atabalhoadas do RC.

Só que os modeladores que vivem no planeta virtual descrito pelas equações matemáticas dos modelos informáticos do clima acrescentam que existe um feedback positivo que desenvolve um fenómeno de causa–efeito contrário ao da realidade.

De acordo com esse feedback virtual seria a concentração a causa e o aumento da temperatura o efeito. Ou seja, o aumento da temperatura dos oceanos promoveria o aumento da evaporação que formaria nuvens baixas com acréscimo de vapor de água.

Como se sabe, o inocente vapor de água é o principal gás com efeito de estufa, com uma contribuição que pode ir até aos 95 %, conforme a região. Como é que se prova a existência real deste feedback positivo que existe no pensamento dos modeladores?

A prova seria dada pela verificação do aumento da formação das nuvens e da precipitação a nível global (desde o princípio da revolução industrial!). Ora esta prova nunca foi apresentada por mais fortunas que se tenham gasto na sua procura, com modelos e mais modelos.

Pois é este feedback apenas existente no pensamento dos modeladores que está plasmado nos modelos informáticos do clima. Ele causaria hipotéticas subidas de temperatura até 2100 como se observa nas folhas de cálculo das saídas de computadores caríssimos.

Se o CO2 fosse uma causa maior, então as temperaturas deveriam disparar. Mas um tal feedback nunca se detectou durante as últimas centenas de milhares de anos.

Donde, ou existe um misterioso factor que bloqueia o efeito do feedback imaginado pelos modeladores ou o CO2 joga um papel infimo. Dito de outro modo, ou o CO2 antropogénico é desprezável ou os modelos informáticos ignoram a causa principal.

A amplificação do aquecimento pelo CO2 antropogénico permanece pois no campo especulativo. Isto é, trata-se de uma hipótese que não é confirmada pela realidade.

Conclusões:

1 . A explicação racional é a de que quando as temperaturas aumentam mais dióxido de carbono natural é emitido para a atmosfera (p.e., ao subir a temperatura da água dos oceanos estes emitem mais CO2 que fora aprisionado quando as temperaturas eram mais baixas).
2. O CO2 antropogénico tem um efeito muito reduzido e desprezável. Será necessário procurar algures a causa do aquecimento, em certas regiões do globo (já que outras arrefecem), que não seja a antropogénica. Dizer que o CO2 provoca aquecimento global é uma originalidade sem fundamento.

Dois Invernos muito frios, e agora um Verão frio em muitas regiões do Hemisfério Norte, estão a fazer com que as pessoas comecem realmente a magicar sobre a veracidade do argumento do feedback.

Além disso, em vários países, a perspectiva do “cap and trade” (no fundo, uma tributação inventiva sobre o uso de combustíveis fósseis) começa a colocar problemas económico-financeiros a uma vasta gama de indústrias. O desemprego é um dos sacrifícios exigidos pelos deuses do clima que querem “salvar o planeta”…

Computadores caríssimos, resultados paupérrimos

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Fig. 166 - Cilindro de Vostok. 150 mil - 100 mil anos. Fonte: Joanne Nova.

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Sexta-feira, Junho 12, 2009

A politização da ciência

Os meios de comunicação social consideram o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC – na sigla anglo-saxónica) como a autoridade suprema em matéria de climatologia.

Há a presunção de que o IPCC reúne os melhores conhecimentos científicos existentes sobre a Terra. Tanto mais que recebeu o Prémio Nobel da Paz de 2007. As suas declarações são consideradas como se descessem do Monte Olimpo ou do Monte Sinai.

No entanto, um olhar mais atento permite concluir que estas deferências são imerecidas. [Tivemos oportunidade de verificar que o chairman do IPCC, Rajendra Pachauri, é um podão que faz afirmações que lhe ocorrem sem qualquer significado científico (1, 2, 3)].

No relatório do IPCC de Fevereiro de 2007 lê-se: “É muito provável que as actividades humanas estejam a causar o aquecimento global”. Não se esqueça que esta afirmação foi adoptada por votação com braços no ar.

Dois meses mais tarde, o vice-presidente do IPCC, Yuri Izrael, afirmou que “o pânico do aquecimento global é injustificado”. Acrescentou “não existir uma ameaça séria para o clima” e que “a humanidade é mais seriamente ameaçada pelo frio do que pelo calor”.

Os comunicados de imprensa do IPCC alertam para o aumento das concentrações atmosféricas do CO2. Mas o dr. Vicent Gray, membro do painel de revisores do IPCC, diz que “não existe relação entre aquecimento e concentração”.

O relatório do IPCC de 2001 explorou 245 cenários. Os media escolheram o pior deles para alarmar a opinião pública. O autor principal do relatório, o climatologista John Christy, admoestou o sensacionalismo dos media dizendo que “o Mundo será muito melhor do que o pior dos cenários … pois ele não vai acontecer”.

Vê-se, claramente, que o IPCC não fala a uma só voz. Os principais dirigentes e autores principais contradizem as afirmações que se lêem nos Sumários e nos comunicados de imprensa. A resposta para este aparente enigma está na estrutura do próprio IPCC.

O que os media publicam está nos «Sumários para Decisores Políticos». Os Sumários afastam-se bastante da opinião dos cientistas que prepararam os Relatórios ditos científicos. Os Sumários são redigidos por um comité não-científico nomeado pelos governos (51, em 2001).

Os Sumários são apresentados como provenientes de um “consenso” de 2500 cientistas que contribuíram para a feitura dos Relatórios científicos do IPCC. O dito “consenso” não significa que todos os cientistas apoiem os Sumários de natureza política.

De facto, muitos dos 2500 cientistas demitiram-se após a aprovação dos Sumários através de braços no ar. Outros cientistas, mantendo-se na estrutura do IPCC, afirmam publicamente o contrário do que se encontra nos Sumários.

Para melhor compreender o “consenso”, tal como é apresentado na divulgação dos Sumários, é importante conhecer a estrutura do IPCC. Os redactores dos Sumários estão habilitados a deturpar o que se afirma nos Relatórios científicos.

Na pág. 4 do Apêndice A dos Principles Governing IPCC Work diz-se: “Changes (other than grammatical or minor editorial changes) made after acceptance by the Working Group of the Panel shall be those necessary to ensure consistency with the Summary for Policymakers or the Overview Chapter.”

Por outras palavras, quando houver uma discrepância entre o que os cientistas dizem nos Relatórios científicos e o que os redactores dos Sumários (nomeados por confiança política governamental) querem dizer, prevalece o que os últimos pretendem que seja dito.

Eis um exemplo concreto. Num Sumário para Decisores Políticos omitiram-se várias conclusões inequívocas importantes inicialmente contidas no Relatório científico e que depois foram apagadas. Nomeadamente, a seguinte:

No study to date has positively attributed all or part [of observed climate change] to anthropogenic (i.e., man-made) causes,” and “None of the studies cited above has shown clear evidence that we can attribute the observed changes to the specific cause of increases in greenhouse gases.”

De acordo com responsáveis do IPCC, citados na revista Nature, estas omissões do Relatório final foram consideradas “para garantir que o Relatório científico estivesse de acordo com o Sumário.”

Algures, o Artigo 3 dos procedimentos do IPCC afirma: “Documents should involve both peer review by experts and review by governments.” Na prática, algumas vezes, o IPCC faz bypass à revisão científica pelos pares de modo que os Sumários reflictam os pontos de vista governamentais.

Tudo isto não deveria ser surpreendente. Afinal, o IPCC é uma entidade política, não é uma entidade científica. Realmente, o IPCC é um InterGOVERNMENTAL Panel on Climate Change. Não é um SCIENTIFIC Panel on Climate Change.

Do mesmo modo, o “consenso” é um conceito político. É um compromisso político. Não tem nada de científico. A verdade científica não está sujeita à obtenção de uma maioria política ou de outra natureza.

(Na verdade, 31 mil cientistas assinaram uma petição a protestar contra o "consenso" de que a actividade humana está perigosamente a alterar o clima da Terra. São mais do que os 2500 cientistas citados pelo IPCC - muitos dos quais refutaram publicamente o IPCC.)

Para seu crédito, o IPCC desmascara muitos dos exageros alarmistas do movimento ambientalista radical. Apesar disso, a sua autoridade científica está irreparavelmente manchada pelas adulterações de ordem política.

Quando um Departamento dos EUA escreve para o co-chairman do IPCC que “it is essential that ... chapter authors be prevailed upon to modify their text in an appropriate manner”, o carácter politico do IPCC fica a descoberto.

Os patrocinadores do IPCC, como as Nações Unidas e certos políticos americanos, partilham o objectivo de reduzir a produção de riqueza dos EUA pelo corte no consumo de energia. Vinculam este objectivo a um tratado internacional sobre alterações climáticas. Para tal, os patrocinadores do IPCC dispõem-se a recorrer à fraude científica.

Eis as palavras de um aliado de Al Gore, o ex-secretário de Estado Tim Wirth: - “Even if the theory of global warming is wrong, we will be doing the right thing by reducing Americans’ consumption of fossil fuels”.

Tenha-se sempre em mente que o IPCC é permanentemente invocado em apoio ao estabelecimento de um tal tratado climático. Pudera...

Fonte: Mark W. Hendrickson.

O verdadeiro "consenso"


Levante o braço quem pensa que os gases com efeito de estufa não têm qualquer efeito e que, portanto, precisamos de arranjar novo emprego. Ninguém?
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Quarta-feira, Junho 10, 2009

Neve e calor fora do vulgar

Neste mês de Junho nevou, no que respeita ao Hemisfério Norte, na Escócia, no Canadá, na Califórnia, no Dakota do Norte, na Finlândia e na Suécia.

Na Suécia, a temperatura atingiu – 7,5 ºC: "The second lowest Swedish June temperature during the last 100 years was recorded as -7.5 ºC in Tarfalla, norhernmost Sweden. The state TV surprisingly brought the message as a one liner."
[Informação do meteorologista sueco Hans Jelbring.]

No Hemisfério Sul, além do Brasil, também a Nova Zelândia conheceu dias de neve fora do vulgar. De tal modo que a época de ski começou com cinco semanas de antecedência em relação à normal.

As imagens de satélite mostraram, há poucos dias, dois colossais anticiclones móveis polares a sair do Pólo Norte e a invadir a Escandinávia. Parte de um deles desceu até à Península Ibérica e formou uma aglutinação anticiclónica importante que tem influenciado o estado do tempo recente.

Em contrapartida, no Hemisfério Norte, verificaram-se algumas ondas de calor no passado mês de Maio. Aconteceram tanto na América do Norte como na Europa. Foram de curta duração e extensão.

É assim que o Instituto de Meteorologia afirma no seu relatório recente:

«Maio caracterizou-se como sendo um mês seco a muito seco, com quantidades de precipitação, em Portugal continental, bastante inferiores aos valores médios de 1971-2000, o que levou ao agravamento da situação de seca meteorológica em todo o País. No final do mês 66% do território continental encontrava-se em seca meteorológica severa e extrema, de acordo com as classes de PDSI.

Relativamente aos valores de temperatura, o mês de Maio apresentou uma anomalia de + 2,5ºC na temperatura máxima, uma anomalia de + 1,4ºC na temperatura média e uma anomalia de +0,1ºC na temperatura mínima, muito próxima da normal de 1971-2000.

Em Maio ocorreram ainda dois períodos muitos quentes, no início e final do mês, com ocorrência de onda de calor entre 2 e 8 de Maio em várias estações da rede do IM. O número de dias com temperatura máxima superior a 25ºC e 30ªC foi superior à normal de 1971-2000.»

Pena é que, em vez de se analisar apenas a temperatura, não se refira também o comportamento da pressão atmosférica. De facto, é esta a variável meteorológica explicativa da actual dinâmica do tempo, das pequenas ondas de calor e da seca meteorológica.

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Debate nos Olivais

A Associação dos Amigos dos Olivais Sul, Lisboa, realizou, no dia 4 de Junho de 2009, uma Conferência-debate sobre o tema Alterações Climáticas - suas consequências.

A iniciativa teve lugar no edifício principal da Escola Secundária Fernando Pessoa, Olivais Sul, bairro de Lisboa.

A Conferência-debate foi moderada pelo Sr. Major General J. A. Ferreira Pinto. Foram convidados, para apresentarem comunicações, os oradores: Dr. Anthímio de Azevedo, Eng. Rui G. Moura e Prof. J. J. Delgado Domingos.

Estavam presentes, aproximadamente, 80 pessoas. A sessão começou cerca das 21 h 15 m e terminou perto das 23 h 15 m. O fim do debate foi mais imposto pelo horário de trabalho dos funcionários da escola do que pelo interesse dos presentes.

As comunicações seguiram a ordem atrás indicada dos oradores convidados. A comunicação do Dr. Anthímio de Azevedo (cientista reformado do Instituto de Meteorologia) seguiu a versão oficial da hipótese do aquecimento global de origem antropogénica. As dos outros dois oradores desmontaram a hipótese com argumentos diversificados.

Foram apresentados gráficos da evolução da temperatura média global, paleoclimática e recente, que tornaram mais esclarecedora a refutação da hipótese oficial da causa-efeito entre a concentração do CO2 e a temperatura.

O principal organizador desta iniciativa, Eng. Gilberto Fonseca Luz, informou que os sócios da Associação, presentes no debate, consideraram a iniciativa de elevado nível pelo esclarecimento que trouxe.

Nomeadamente, os sócios apreciaram bastante a parte contraditória da versão oficial do aquecimento global. Desconheciam a verdade dos factos que lhes são ocultados por uma comunicação social mais interessada na especulação informativa e no sensacionalismo.

Sexta-feira, Junho 05, 2009

A temperatura média global continua em queda

(Actualização em 6 de Junho com valores entretanto corrigidos da base de dados RSS)

A observação feita pelo radiómetro RSS MSU durante o mês de Maio de 2009 indicou uma anomalia média global de + 0,09 ºC. Em relação ao mês anterior (+ 0,202 ºC) verificou-se uma queda de - 0,112 ºC.

Já o radiómetro UAH MSU (monitorizado por Roy Spencer) registou uma anomalia média global menor para Maio de 2009, também próxima de zero: + 0.04 ºC. Relativamente a Abril de 2009 ( + 0,09 ºC) a queda foi de - 0,05 ºC.

As tendências mantêm-se nos ramos decrescentes, em ambos os registos dos radiómetros: RSS e UAH.

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Neva no Brasil em Junho de 2009



Nevou pela primeira vez este ano no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As precipitações foram fracas e breves, não chegando a acumular. A MetSul Meteorologia considera que a neve foi ‘medíocre’ diante dos vários precedentes históricos do fenômeno com acumulação em que a Serra cobriu-se de branco, mas relevante pelo número de eventos que relataram precipitação de inverno.

O primeiro registro de neve fraca foi feito ainda na noite de segunda-feira em Bom Jesus, nos Campos de Cima da Serra, onde a observadora do Instituto Nacional de Meteorologia identificou o fenômeno entre 22h20m e 22h27m. Em São Joaquim, a neve caiu fraca com parte da cidade sob a presença do sol.

Nesta segunda-feira, com a circulação de nuvens de maior desenvolvimento vertical (mais carregadas), foram registradas precipitações de inverno (neve e chuva congelada) em um maior número de localidades.

Na grande maioria dos pontos onde a neve caiu, ela teve a forma granular. Pequenos flocos, contudo, foram observados em cidades dos Campos de Cima da Serra e do Planalto Sul Catarinense. Na maioria dos locais houve a ocorrência de chuva congelada que não chega a configurar neve.

Levantamento exclusivo da MetSul Meteorologia indicou a ocorrência de neve e/ou chuva congelada nos seguintes municípios: Santa Maria do Herval (RS); Gramado (RS); São Francisco de Paula (RS); Bom Jesus (RS); São José dos Ausentes (RS); Jaquirana (RS); Vacaria (RS); Soledade (RS); Ipê (RS); Caxias do Sul (RS); Cambará do Sul (RS); São Joaquim (SC); Bom Jardim da Serra (SC); Urupema (SC); e Painel (SC).

Houve relatos de precipitação de gelo, possivelmente chuva ou chuvisco congelado, ainda em cidades do Vale do Paranhana e na região de São Jerônimo.

A neve e a chuva congelada ocorreram no final da manhã e durante a tarde mais frios até agora em 2009 no Rio Grande do Sul. Às quatro da tarde, tradicionalmente o horário de maior temperatura do dia, os termômetros indicavam 1,9ºC em São Joaquim, 3,0ºC em São José dos Ausentes, 5,5ºC em Vacaria e 5,6ºC em Canela.

A sensação térmica trazida pelas rajadas de vento de até 78 km/h chegou a 14ºC negativos em São José dos Ausentes. A neve e a chuva congelada foram provocadas pela combinação de ar muito gelado e instabilidade associada a um cavado (zona de menor pressão atmosférica) que trouxe nuvens mais carregadas para o Leste gaúcho.

Estivesse a instabilidade associada a um ciclone extratropical e as precipitações de neve poderiam ter sido mais abrangentes e fortes. Ar muito seco cobrirá o Sul do Brasil nesta quarta-feira,garantindo um dia ensolarado e com frio muito intenso ao amanhecer. As máximas à tarde devem ser, inclusive, mais elevadas do que as de hoje.

As madrugadas desta quarta-feira e ainda de quinta devem ser as mais frias da semana no Sul do país com geada generalizada e que deve ser forte em muitos locais.

Geada severa com congelamento é esperada em alguns locais de maior altitude. Marcas negativas são projetadas para os três estados do Sul com valores que podem ficar entre -3ºC e -5ºC nos Aparados da Serra (RS) e de -5ºC a -7ºC no Planalto Sul Catarinense e Planalto de Palmas no Paraná.

Na Grande Porto Alegre pode fazer entre 0ºC e 2ºC nos pontos mais frios enquanto nos bairros mais gelados da Capital a temperatura pode ficar entre 1ºC e 3ºC, apesar das máximas de até 15ºC nesta quarta e de 18ºC na quinta na cidade.

Fonte: MetSul . Ver também Ecotretas .

Esta situação meteorológica é um reflexo das condições do Antárctico central que está a emitir anticiclones móveis polares com regularidade e violência.

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Conferência–debate em Macedo de Cavaleiros

O Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros promoveu, no dia 27 de Maio de 2009, a Conferência–debate “Aquecimento Global: Mito ou Realidade?”, a qual decorreu no Auditório do Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros.

O editor do MC foi convidado, como orador, para expor a sua posição acerca do tema escolhido pela organização. O Professor de Ciências Físico-Químicas Nuno Calisto encarregou-se da organização da iniciativa.

O Auditório encontrava-se cheio de Professores e Alunos, num total da ordem de 100 assistentes. Os Professores eram a maioria, com predominância das senhoras. A sessão contou com a presença do Director do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, Professor Paulo Dias.

Os Professores presentes representavam uma larga gama de áreas, como Ciências Físico-Químicas, Ciências Naturais, Geografia, História, Português, Matemática, etc. A coordenação do debate foi feita pela Professora de Ciências Físico-Químicas, Professora Conceição Gomes.

A sessão teve início às 15 horas e terminou cerca das 18 horas. A apresentação da comunicação demorou duas horas. Seguiu-se um debate vivo que durou cerca de uma hora, a que não faltou algum contraditório.

Chegou a ser debatido o resultado do Projecto SIAM – de Filipe Duarte Santos – que projecta para 2100 a entrada do Nordeste Transmontano no inferno. Foi explicado que o dito estudo é mais do foro da astrologia do que da climatologia.

Apercebendo-se que o clima é confundido erradamente com a poluição, um dos presentes pretendeu conhecer quais foram os verdadeiros interesses que levaram a uma situação tão obscura como a actualmente existente.

Sendo o clima e a poluição domínios bem distintos, tanto um como o outro só vão ser bem tratados quando forem dissociados. O tema do “aquecimento global” serve igualmente de pretexto para se imporem restrições às actividades humanas.

Há uma conjugação de interesses entre vários gabinetes de estudos e organismos internacionais – governamentais e não-governamentais –, entre certos políticos e jornalistas que se afastaram da deontologia e ética profissionais.

Foi assim que apareceu e se impôs a noção errada de “aquecimento global”. Seguir cegamente as “recomendações” do IPCC faz com que se não tomem medidas de adaptação eficazes contra os verdadeiros fenómenos climáticos que observamos.

Um dos participantes na sessão, o Professor de Filosofia, Miguel Portugal, considerou-a um acontecimento intelectual raro: “porque é pouco comum a divulgação científica em Portugal, ainda menos no Nordeste Transmontano e, para mais, tratando-se de ciência dissonante com o paradigma dominante”.

O editor do MC fica satisfeito por verificar que a sua opinião é ouvida e apreciada.

Sexta-feira, Maio 29, 2009

Sessão da “Lisboa E-Nova”

Para conhecimento dos leitores do MC, informamos que a “Lisboa E-Nova”, Agência Municipal de Energia e Ambiente, realizou, no passado dia 7 de Maio de 2009, uma sessão intitulada “A variação natural do clima: uma abordagem global”.

Como orador da sessão foi convidado o Prof. João Corte-Real, Professor de Climatologia da Universidade de Évora.

A comunicação do Prof. Corte-Real foi acompanhada por 119 slides.

As palavras do orador foram gravadas em três partes e podem ser ouvidas através dos seguintes links : Comunicação 1ª Parte, Comunicação 2ª Parte e Comunicação 3ª Parte.

Seguiu-se um debate que foi igualmente dividido e gravado nas seguintes partes : Debate 1ª Parte e Debate 2ª Parte.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

Como medir a espessura do gelo árctico

O Alfred Wegener Institute (AWI) dedica-se especialmente ao estudo dos gelos polares. Recentemente, efectuou medidas precisas dos mares gelados do Antárctico e do Árctico.

No Antárctico serviu-se do mais potente quebra gelos do mundo, o Polarstern. No Árctico utilizou um avião DC3 adaptado ao projecto de investigação científica Polar 5.

O avião leva no seu bojo uma sonda-radar de tecnologia de ponta. A sonda EM-bird pode ficar situada a pouca distância do gelo árctico e, através da técnica de registo gráfico de ecos, mede a espessura dos gelos boreais com alta precisão.

Esta metodologia permite explorar, automaticamente, vastas zonas com grande velocidade. A celeridade tem a vantagem de vencer o inconveniente movimento incessante dos gelos do Árctico.

O mapa do projecto Polar 5 indica os percursos do avião e as zonas com exploração fina feitos com a sonda EM-bird. A principal conclusão desta investigação científica foi: «a espessura do gelo do Pólo Norte é maior do que esperado!».

O porta-voz do Alfred Wegener Institute disse a uma estação de rádio alemã: «O mar gelado nas zonas exploradas com a idade de dois anos tem mais de 2 m de espessura. Noutras zonas atinge mesmo mais de 4 m de espessura.»

Mas o relatório da expedição AWI emitido posteriormente afirma:

Multiple flights northwards from various stations showed an ice thickness between 2.5 (two years old ice in the vicinity of the North Pole) and 4 metres (perennial ice in Canadian offshore regions). All in all, the ice was somewhat thicker than during the last years in the same regions, which leads to the conclusion that Arctic ice cover recovers temporarily. The researchers found the thickest ice with a thickness of 15 metres along the northern coast of Ellesmere Island.

Claro que esta expedição científica não merecerá um milésimo do espaço mediático. Para os media é mais importante a infundada afirmação “a banquisa é mais fina do que pensávamos…” dos exploradores da Catlin Arctic Survey citados no post anterior.

A espessura do gelo árctico está longe de ser tão fina como nos querem fazer crer. Os media que se dedicam a mentir sistematicamente com colunas cheias de afirmações infundadas deviam rever a sua deontologia.

Ver ainda: NP

Sexta-feira, Maio 22, 2009

Como não medir a espessura do gelo árctico

Rematando as desventuras dos carbo-fóbicos, terminou a expedição designada Catlin Arctic Survey. A equipa foi resgatada, a 17 de Maio de 2009, depois de completar menos de metade da viagem planeada através do Pólo Norte.

No regresso a Londres, o The Guardian escreveu:

«After 73 days, the Catlin Arctic Survey has come to an end. Pen Hadow's team of British Arctic explorers has battled to the North Pole through freezing conditions collecting data about the ice en route. The Guardian has been following the expedition's progress with images, audio, video and blogs sent back by the team. You can find full coverage here»

Tendo em consideração a deriva dos gelos boreais, pode-se perguntar quanto gelo foi realmente atravessado e quantas medidas precisas foram feitas, perto umas das outras, do gelo recente.

O líder da expedição revelou que os resultados iniciais das medições mostraram uma espessura média de gelo de 1,774 m (ao milímetro!). Já seria uma espessura notável para gelo de primeiro ano como se convenciona chamar.

Disse também que o gelo de segundo ano era muito mais. Mas não conseguiram lá chegar, para o medir, visto que o frio era de tal modo intenso que os conduziu ao colapso da expedição.

Esta expedição resume-se do seguinte modo:

- Devido ao frio, à hipotermia e ao congelamento dos seus membros, a expedição cobriu menos de metade do previsto;
- A distância que indicam ter coberto deveu-se mais à deriva polar (cruzaram a latitude 85 ºN enquanto dormiam) do que ao avanço do trenó;
- A expedição partiu em cima de gelo de primeiro ano e de lá não saiu;
- Os exploradores ficaram surpreendidos com tanto frio e gelo de primeiro ano;
- As medições da espessura do gelo que realizaram não têm qualquer significado quanto à situação da enorme extensão do mar gelado do Árctico.

O Árctico pode atingir 14 milhões de quilómetros quadrados de mar gelado (25 vezes a França). A expedição Catlin percorreu uma linha de 435 km (a linha da fronteira França-Espanha). Perfurou, ao deus-dará, alguns pontos. Que conclusões válidas se podem tirar desta expedição?

Esta aventura teve o patrocínio de Sua Alteza Real Príncipe de Gales e do responsável da WWF. Este apoio da equipa de três exploradores tinha o objectivo de “sensibilizar os políticos” – como disse o responsável da WWF.

Pretendia medir, ao longo de um percurso de 1000 km, a espessura do mar gelado do Árctico (Catlin Arctic Survey). O objectivo declarado no site desta expedição era, bem entendido, mostrar que o Árctico estaria a derreter aceleradamente. O que é falso…

Foi uma expedição muito arriscada, tendo em conta o clima violento dominante no Pólo Norte, sobretudo na época em que foi realizada a expedição. Esteve sempre em dificuldade. Ficou bloqueada a 550 km do objectivo que era o centro do Pólo Norte.

Todo o equipamento de medida de elevado valor, com que iniciaram a expedição, foi destruído pelo frio e pela neve. Os exploradores ficaram limitados a medições “à mão”. Isto é, com um perfurador manual – espécie de verruma de carpinteiro – e uma régua.

É desnecessário acrescentar que a contribuição destas medidas directas para a ciência é nula. De facto, são pouco significativas perante a grande heterogeneidade da espessura do gelo e por serem medidas esparsas ao longo de uma linha irregular.

Além disso, são pouco significativas devido ao movimento incessante das placas de gelo em perpétua deriva. São métodos dignos do séc. XIX … para “sensibilizar os políticos” do séc. XXI na aplicação de impostos sobre a energia e o CO2!

Quarta-feira, Maio 20, 2009

Debate na Póvoa de Varzim

(Actualizado às 23 h com a introduçao do link para a versão com legendas em português)

Ana Silva, Cátia Duarte e Maria Costa são alunas do 12 º ano da Escola Secundária Eça de Queiroz, da Póvoa de Varzim. Escolheram o tema “Aquecimento Global” como trabalho de fim-de-ano.

Provando que os alunos portugueses são inteligentes, exploraram a hipótese de contestar os manuais escolares que apresentam o tema como um dogma. Como em Portugal existe uma censura climática férrea, tiveram de recorrer à internet para encontrar material que fundamentasse as dúvidas que tinham.

A Ana, a Cátia e a Maria baseavam muitas das dúvidas na noção de que o “Aquecimento Global” se tornou num álibi dos políticos para aumentarem impostos e justificarem o mau desempenho da governação.

Como conclusão do trabalho de investigação as três alunas realizaram um documentário com a recolha do material encontrado na internet. Intitularam-no “Aquecimento Global: e o dia depois de amanhã?”.

Por exemplo, incluíram nesse trabalho muitos depoimentos, com legendas em português, do famoso documentário “The Great Global Warming Swindle”. [Utilizar um motor de busca para encontrar o documentário. *]

Este documentário ainda não mereceu qualquer atenção das estações de televisão portuguesas, nomeadamente daquelas que são pagas pelos contribuintes. De facto, mesmo os canais do Estado continuam a mentir descaradamente, manipulando a opinião pública que deviam respeitar, tendo em atenção o próprio estatuto editorial.

Como remate do trabalho, Ana Silva, Cátia Duarte e Maria Costa promoveram um debate público na Escola, com autorização das suas professoras, que também manifestam apreço pela Verdade tal como o patrono da escola, Eça de Queiroz.

Esse debate realizou-se no dia 15 de Maio de 2009, com início às 15 h 15 m. As organizadoras começaram por apresentar o trabalho. De seguida, apresentaram os oradores convidados: dois representantes da organização ambientalista GAIA, o editor do MC e o responsável do pelouro do Ambiente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

A sala encontrava-se cheia de alunos e professoras. A ordem de apresentação foi a que acima se indica para os convidados. Seguiu-se um debate com muitas perguntas da assistência, que se revelou já convencida de que os manuais das escolas portuguesas manipulam as consciências de professores e alunos.

A sessão terminou perto das 18 h. Mesmo assim, continuaram as perguntas de alunos e professoras, agora exclusivamente dirigidas ao editor do MC, ávidos de mais saber.

As três organizadoras convidaram também Filipe Duarte Santos, considerado o maior especialista português em alterações climáticas (!). A verdade é que FDS é o principal aquecimentista português. Todavia, mais uma vez Filipe Duarte Santos teve “falta de comparência”. Prefere continuar a mentir – a coberto de uma censura mediática terrível – aos jornalistas, aos políticos e, vejam lá, até a professores universitários que recentemente lhe atribuíram um prémio de 25 mil euros, certamente retirados das algibeiras dos contribuintes.
____________

* Com legendas em francês encontra-se aqui. Nesta versão aparece o oceanógrafo Carl Wunsch que, mais tarde, apresentou um protesto à realização: «At a minimum, I ask that the film should never be seen again publicly with my participation included.» Não negou as palavras que foram captadas mas acusou que elas foram usadas fora do contexto.

Richard Lindzen disse, publicamente, que esta posição do seu colega do MIT se deveu ao receio de perder apoio financeiro para as suas actividades de investigação.

O leitor J. Carlos P. Lopes da Costa, investigador em engenharia mecânica, forneceu a indicação de uma versão, dividida em várias partes, com legendas em português.

Eça de Queiroz sustentando a Verdade


Sobre a nudez forte da Verdade, o manto diáfano da fantasia
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Segunda-feira, Maio 18, 2009

Desventuras dos carbo-fóbicos

São conhecidas muitas tentativas fracassadas de ambientalistas que pretendem demonstrar in loco os efeitos do “aquecimento global”. São aventuras mediáticas com grande aparato inicial mas que, geralmente, não se sabe qual foi o final.

Para começar, recorda-se Lewis Pugh que pretendeu salvar o Mundo demonstrando que o Árctico estava a dissolver-se. Para tal, a 31 de Agosto de 2008, embarcou num caiaque para chegar ao Pólo Norte a partir da ilhota de Danskoya do arquipélago de Svalgard.

Lewis abriu um sítio web onde pretendia explicar como o Árctico estaria em extinção rápida, como dizem os media e também o guru Al Gore (que aparece no site). A aventura não durou mais do que seis dias – ida e volta – dos trinta a sessenta que estavam programados.

Foi salvo por um barco de pesca norueguês a 100 km do ponto de partida e a 1000 km do de chegada. Os media que trombetearam a partida remeteram-se a um profundo silêncio com o fracasso desta aventura. Nomeadamente os portugueses.

Agora foram três ambientalistas que se meteram num veleiro partindo, a 19 de Abril de 2009, de Plymouth, Reino Unido, para chegar à Gronelândia. Como carbo-fóbicos coerentes, o veleiro deles, de nome Fleur, era alimentado apenas por energia eólica e solar.

A expedição integrava-se nas Carbon Neutral Expeditions. Só que os ventos deram cabo do gerador eólico e dos painéis solares. Conforme relata o Guardian, acabaram por ser salvos pela tripulação de um petroleiro de 113 mil toneladas que se dirigia para os EUA.

Um dos ambientalistas da viagem livre-de-carbono afirmou que “the team are now safely and ironically aboard the oil tanker Overseas Yellowstone. The ship's captain and crew are being fantastic hosts. We are due to be in port in Portland Maine USA towards the end of next week. The CNE team would like to give heartfelt thanks to Falmouth and Irish coastguards for their professionalism in the rescue operation.

Estes salvadores do planeta foram imprudentes, mas aprenderam que os hidrocarbonetos têm sido indispensáveis para ajudar o ser humano a sobreviver.

Quarta-feira, Maio 13, 2009

Abril em Portugal

O Instituto de Meteorologia, publicou, no dia 2009-05-06, o comunicado de imprensa com o título “Abril com temperatura mínima mais baixa dos últimos 23 anos”.

De facto, em Portugal continental, o mês de Abril caracterizou-se como mais frio que o normal. Particularmente, no que respeita à temperatura mínima do ar. A temperatura mínima teve um valor médio de 6,6 ºC que representou uma anomalia de –1.5 ºC.

As anomalias forma calculadas em relação à média do período 1971-2000. Aquele valor correspondeu ao 3º valor mais baixo desde 1931. Segundo o IM, os valores mais baixos do que em 2009 foram: 5,4 ºC, em 1986, e 5,9 ºC, em 1932.

Igualmente, em Abril, os valores médios da temperatura máxima e da temperatura média do ar situaram-se abaixo das respectivas médias do período 1971-2000.

As anomalias foram de – 0,6 ºC e – 1,1 ºC, respectivamente, para a temperatura máxima e para a temperatura média. É um facto que já não se verificava desde o ano 2000.

Já quanto à precipitação, o mês de Abril ficou abaixo da média de 1971-2000. O IM classificou o mês de Abril de 2009 como normal a seco em quase todo o território.

Deste modo, a seca meteorológica mantém-se. Mas, a seca severa agravou-se em extensão. Passou de 8 % para 16 % relativamente ao mês anterior de Março.

O IM classifica de seca fraca para 37 % da extensão do território e de seca moderada para 47 %.

Faltou dizer qual é a tendência das temperaturas, isto é, se são ainda crescentes ou se já são decrescentes.

Terça-feira, Maio 12, 2009

Temperaturas globais de Abril de 2009

Pontualmente, Roy Spencer publica as anomalias das temperaturas troposféricas mensais avaliadas pelas observações de radiómetros instalados em satélites. Inicialmente, os satélites eram da NOAA. A partir de 2008 passou a ser um da NASA.

Os radiómetros medem emissões térmicas naturais do oxigénio atmosférico. Os sinais medidos pelos radiómetros, em diferentes frequências da gama das radiações microondas, são directamente proporcionais às temperaturas de várias camadas da atmosfera.

Desde 2008 que Roy Spencer e John Christy acompanham as observações da Advanced Microwave Sounding Unit (AMSU-A) instalada no satélite AQUA da NASA.

Quanto aos primeiros quatro meses do ano de 2009, as anomalias detectadas para o Globo, o Hemisfério Norte, o Hemisfério Sul e os Trópicos foram as citadas a seguir .

Ano 2009..Globo..........HN.............HS.............Tróp.
Janeiro......0,304.........0,443.........0,165.........-0,036
Fevereiro...0,347..........0,678.........0,016..........0,051
Março.......0,206..........0,310.........0,103..........-0,149
Abril.........0,091...........0,055.........0,055.........-0.010

Na Fig. 165 estão registados os valores globais e a respectiva curva de alisamento. Esta curva apresenta uma curvatura com um máximo a partir do qual os valores têm características marcadamente descendentes.

Roy Spencer salienta que mais uma vez aparece uma discrepância entre os valores mensais tipo AMSU-A que ele exibe (+ 0.09 ºC em Abril) e os do tipo Remote Sensing Systems (+ 0,20 ºC também em Abril).

Roy Spencer e o seu colega John Christy – responsáveis pela avaliação das observações do AQUA – admitem que as diferenças se devem à conjugação de três factores:

1) Roy e John calculam as anomalias para uma gama de latitudes mais larga (84 S – 84 N) do que a do RSS que termina nos 70 S. Os valores RSS não apanharam o Antárctico que esteve, em Abril, particularmente mais frio do que a média.

2) As anomalias mensais AMSU-A e RSS são calculadas em relação a médias distintas para o mesmo mês de Abril (média mais “fria” para o RSS).

3) O satélite NOAA onde está o RSS tem uma órbita com decaimento que obriga a um ajustamento diurno. O satélite AQUA da NASA tem uma órbita estável sem necessidade de ajustamento.

Fig. 165 - Temp. méd. globais. Janeiro 1979 - Abril 2009. Fonte: UAH.

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Segunda-feira, Maio 11, 2009

A tranquilidade do Sol

Esta preguiça do nosso astro do dia intriga os astrónomos. A tranquilidade do Sol prenuncia uma fase de acentuado arrefecimento? Temos de esperar para ver? Existem opiniões contraditórias sobre a actual ociosidade do Sol.

Assim, o Prof. Mike Lockwood, da Universidade de Southampton, afirma que esta calma, historicamente anunciadora de tempos frios, não deve atenuar o crescimento das temperaturas (mas elas não estão a crescer!) atribuídas à queima dos combustíveis fósseis.

Já o astrofísico Piers Corbin (que faz previsões sobre o estado do tempo) assevera o contrário. Chama a atenção para o período de arrefecimento verificado em meados do séc. XVII num período que ficou designado pelo Mínimo de Dalton.

David Archibald diz mesmo que o estado actual do Sol se assemelha mais ao Mínimo de Maunder que ainda foi mais frio do que o de Dalton. De facto, o Sol apresenta um nível tão baixo de actividade como já não se via desde há um século!

Quem tem razão? Seja quem for, convém estar atento e contrastar as opiniões de cada um deles. A NASA e a NOAA também vacilam. O Sol veio perturbar as percepções dos cientistas e ninguém sabe quando ele voltará à actividade habitual. O artigo da NASA inclui links interessantes.

Não aparecem manchas solares e as protuberâncias solares têm sido raras. Os astrónomos dizem que não é claro porque razão está a acontecer esta ociosidade. Não sabem mesmo prever quando é que o Sol voltará a acordar da sua sonolência actual.

O Mínimo de Maunder correspondeu a um Sol tranquilo. Durou aproximadamente 70 anos. Esse mínimo situou-se em meados da Pequena Idade do Gelo (LIA). Foi a época mais fria da LIA. Nessa altura verificaram-se Invernos rigorosíssimos.

A circulação geral da atmosfera e o estado do tempo ou o clima que daí decorrem são consequências da radiação solar. De facto, os défices de temperatura polares e os excessos tropicais obrigam ao movimento circulatório das massas de ar.

Parece pois lógico que a primeira causa das variações naturais do clima resida nas variações da actividade solar. Mas esta questão é debatida desde há longos tempos produzindo uma abundante literatura científica controversa.

A literatura científica não é suficientemente convincente quanto às correlações estatísticas significativas, salvo algumas excepções, entre a actividade solar e o estado do tempo e o clima.

Os artigos de Anne M. Waple, “The sun-climate relationship in recent centuries: a review” e de A. Pittock BarrieCsiro, “Solar variability, weather and climate: An update” apontam as dúvidas acerca dessas correlações.

Sexta-feira, Maio 08, 2009

O Antárctico vai melhor

Em 30 de Abril a extensão do mar gelado do Antárctico estava cerca de 30 % acima da média de 1979-2000. A Fig. 163 apresenta pintada a branco a situação real do mar gelado e a vermelho a que corresponderia no limite da média de 1979-2000 (ver NSDIC).

Deste modo, verificava-se uma anomalia positiva de um milhão de quilómetros quadrados da área do mar gelado austral. Era esta a mesma anomalia global para o conjunto Árctico – Antárctico, já que a anomalia boreal era praticamente nula.

Esta anomalia positiva não foi relatada pelos media que preferiram alarmar com o fenómeno da placa de gelo de Wilkins. Esta placa quebrou e formou um iceberg. Não derreteu como quiseram dar a entender os media.

A manipulação da opinião pública sobre o “colapso” da placa de Wilkins é paradigmática. Um facto verdadeiro – quebra da placa – é justificado com a mentira tradicional do aquecimento global para alarmar, nomeadamente, os decisores políticos.

No entanto, bastaria analisar as fotografias da placa para reconhecer que se estava na presença de um processo mais mecânico que térmico. Mesmo que a placa tivesse adelgaçado – pelo ar e mar quentes daquela região –, o gelo quando derrete é escuro, corroído, irregular, fino e áspero.

Mas as fotografias da placa de Wilkins mostravam que o gelo não tinha nenhuma destas características. O gelo era luminoso, liso, seco, com prolongadas linhas fracturantes agudas e límpidas, até com ângulos de 90 º em relação ao plano da superfície.

Importa ainda registar que esta placa representava uma fracção mínima do gelo circundante do Antárctico. Para mais informação acerca deste fenómeno ocorrido recentemente é vantajoso consultar os seguintes sítios web: WUWT e CO2.

A dinâmica actual no WAIS (West Antarctic Ice Sheet) é marcada pelo modo rápido da circulação geral da atmosfera. A baixa elevação dos mantos de gelo torna-os mais vulneráveis às variações da insolação e das quedas de neve.

A Península do Antárctico representa um prolongamento da cordilheira andina. A partir dos 55 ºS para Norte, os Andes apresentam uma formidável barreira à passagem dos Anticiclones Móveis Polares acabados de nascer no centro do Antárctico.

Uma grande parte dos AMP é canalizada para o Pacífico e a massa de ar frio que se desloca em direcção ao Norte é responsável pela forte aglutinação anticiclónica da Ilha da Páscoa (parente sulista da AA dos Açores).

Por outro lado, a Península do Antárctico fica no caminho preferencial tomado pela advecção do ar quente importado, ou retornado, em direcção ao Pólo Sul como troca do ar frio exportado pelo centro do Antárctico em direcção ao Norte.

Os AMP ou fracções de AMP que passam mais a Sul da Cordilheira dos Andes, e continuam a sua trajectória para oeste, também causam um desvio de ar quente para o Antárctico, especialmente para o Golfo de Weddell, que termina por um alto-relevo.

O acréscimo do défice térmico no centro do Antárctico aumentou a potência dos AMP que este exporta. Como consequência, aumentou também o volume do fluxo de ar quente retornado, ou importado, em direcção ao Sul. Tem sido esta a causa do ‘aquecimento’ da Península do Antárctico.

Apesar do bom desempenho do Árctico e do Antárctico, o sr. Ban Ki-Moon, Secretário-geral da ONU, numa cerimónia de doutoramento honoris causa, realizada na ilha de Malta, fez as seguintes afirmações ao arrepio da realidade observável:

- “Scientists were warning that glaciers and polar ice caps were melting far faster than expected just two years ago” sem explicar que tipo de cientistas são esses.

- “Worst case scenarios’ in the 2007 Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change were already being” quando acontece precisamente ao contrário.

- “There is little time to lose” repetiu o sr. Ban várias vezes, não fosse alguém estar distraído.

- “The window of opportunity is closing fast. Climate change is a global threat, its impact is already upon us: no issue is more essential for our survival as a species” coisa que a Natureza está farta de mostrar que não é verdade.

- Alarmou com a apresentação de uma novidade dizendo que Malta também poderia ficar debaixo das águas do Mediterrâneo: “He also warned that Malta’s own existence was “at risk from even a three-inch rise in sea level”.

- Em vez de mitigar a sua inabilidade nesta matéria insistiu que “It is still not clear that States will do what is necessary. Industrialised countries must take the lead to solve the problem they have caused. Mitigation (emission reduction) targets taken on by them will help instil confidence so that developing countries which are high emitters can also get on board.”

Claro que tudo não passou de mais uma sessão de publicidade da cimeira de Copenhaga – que se vai realizar no final do ano –, pois “He also emphasised Malta’s status as a key player to seal the deal at Copenhagen.” Copenhaga é agora a esperança de manter acesa a chama do “global warming” apesar de as temperaturas se manterem numa fase descendente.

Fig. 164 - Gelo marinho do Antárctico. 30 de Abril de 2009. Fonte: NDSIC.

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Quarta-feira, Maio 06, 2009

O Árctico vai bem

Embora não seja determinante para a dinâmica do tempo e do clima, especialmente no Hemisfério Norte, a evolução da extensão do mar gelado do Árctico é um importante indicador climático.

Seguir esta evolução, tanto nas fases de enchimento como de esvaziamento, é apropriado para acompanhar a dinâmica do espaço de circulação do Árctico, nomeadamente das suas sub-regiões que se manifestam de forma heterogénea.

Existem vários sítios web que se dedicam exclusivamente à tarefa de acompanhar a par e passo a evolução do mar gelado do Árctico. Nem todos são coincidentes nas suas análises mas todos são úteis.

Neste Inverno verificaram-se várias avarias nos satélites dedicados a esta tarefa. Foram sendo reparadas e corrigidos os valores disponibilizados para o público. Na Fig. 162 (da Agência Espacial Japonesa) apresenta-se já uma situação regularizada do mar gelado do Árctico no último dia de Abril de 2009 com a evolução de cor vermelha.

Desde logo se vê que a extensão de 13 133 750 quilómetros quadrados ultrapassa não só a do ano anterior, de 2008, mas também se situa acima de todas desde 2002. Segundo outra fonte de informação, este valor iguala praticamente a média de 1979-2000 (ver WUWT).

Para além deste facto favorável, também a espessura do gelo apresenta um valor extraordinariamente relevante. Na realidade, a espessura é actualmente igual a quatro metros. Ou seja, a espessura atingiu o dobro do valor médio de dois metros (ver LM e WUWT).

Esta situação notável – que ajuda a explicar o Inverno rigoroso de 2008-2009 no Hemisfério Norte – não significa que na fase de esvaziamento a evolução venha a ser feita sempre por cima de tudo quanto aconteceu entre 2002-2008.

Sabe-se igualmente que o enchimento do mar gelado começou em Setembro de 2008 com 15 dias de avanço em relação ao ano de 2007 e mesmo em relação à média do início dos anos precedentes do período 2002-2007.

Veremos seguidamente que a situação do Antárctico ainda é melhor do que a do Árctico. No conjunto, a anomalia positiva dos mantos polares é da ordem de um milhão de quilómetros quadrados.

Também observaremos que o Sol continua tranquilamente imaculado de manchas solares.

Estes três factos (Árctico, Antárctico e Sol) deveriam conduzir a uma profunda ponderação sobre o que está a acontecer e sobre como actuar. Mas os decisores políticos, a nível mundial, continuam mal aconselhados. Por isso, actuam em sentido contrário ao que deveriam.

Tanto mais que as previsões de cientistas russos – dos maiores conhecedores da dinâmica da região – não são nada favoráveis ao cenário de aquecimento.

De facto, num livro (*) recente, Frolov e mais quatro colegas apresentam uma previsão (Fig. 163) em que a região do Árctico vai continuar a arrefecer até cerca de 2030-2040. Esta hipótese encaixa-se nas previsões de Akasofu.

Relativamente à Fig. 163, deve salientar-se que representa médias temporais (ano) e espaciais (70 ºN – 90 ºN) da região do Árctico. Logo, não define situações particulares das sub-regiões, nomeadamente a do Árctico central. Serve de indicador da evolução do passado (1900 – 2005) e de uma previsão do futuro (2005-2060) de uma região árctica muito estendida.
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(*) Frolov, I.E., Gudkovich, Z.M., Karklin, V.P., Kovalev, E.G., Smolyanitsky, V.M. Climate Change in Eurasian Arctic Shelf Seas. Centennial Ice Cover Observations. ISBN: 978-3-540-85874-4

Fig. 163 - Passado e futuro da região árctica. 1900-2060. Fonte: Frolov, I.E. et al.

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Fig. 162 - Mar gelado do Árctico. 30 de Abril de 2009. Fonte: IARC-JAXA.

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Segunda-feira, Maio 04, 2009

A influência galáctica no clima da Terra

Uma leitora brasileira da área de oceanografia queixa-se pelo facto de os europeus serem normalmente eurocêntricos. Preocupam-se mais com o estudo do Hemisfério Norte do que com o do Hemisfério Sul. Acha que as análises detalhadas da dinâmica do Árctico deveriam ser estendidas à do Antárctico.

Além disso, esta leitora procura encontrar justificações para alguns ciclos climáticos. MC transcreve a seguir um texto da autoria da cientista brasileira que manifesta a hipótese da possível influência dos raios cósmicos sobre o clima da Terra.

Seria interessante analisar conjuntamente os seguintes períodos paleoclimáticos e conhecimentos dos nossos antepassados:

1 – O Período Quente Minóico (aprox. 1400 aC), o Período Quente Romano (aprox. 250 aC) e o Ótimo Climático Medieval (aprox. 1000 dC) apresentam-se como fenómenos cíclicos com uma periodicidade de aproximadamente 1200 anos;

2 – O povo Inca (povo pré-colombiano das Américas) dizia que a Via Láctea (Mayu) é responsável pelas chuvas, e que o rio celestial, Mayu, se relaciona com as cheias dos rios da região Inca, atual Peru; e

3 – A teoria proposta por Charles Greeley Abbot – climatologista americano que foi desacreditado em vida – de que a variação da constante solar influencia o estado do tempo (e o clima).

Os períodos quentes observados na Europa obedeceram a um ciclo de cerca de 1200 anos. Desta forma, seria interessante encontrar um fenômeno que também tenha um período de 1200 anos que possa estar relacionado com aquele ciclo.

Será um fenômeno intergaláctico? Será que tal fenômeno é a Anomalia Magnética do Atlântico Sul? Esta anomalia pode diminuir o escudo protetor da Terra contra os prótons do sistema intergaláctico e solar e apresentar precisamente um ciclo de 1200 anos.

Tornar-se-ia necessário analisar o ciclo do posicionamento desta Anomalia – em forma de mancha – sobre a superfície do planeta. A Anomalia está atualmente localizada sobre o Atlântico Sul (especificamente sobre o Continente Americano). A sua velocidade de deslocamento de 0,3 ºW / ano influenciará o clima planetário ou, principalmente, o clima europeu?

O valor 0,3 ºW /ano refere-se ao deslocamento anual da área ou mancha do designado Mapeamento Geográfico da Anomalia do Atlântico Sul de 0,3 graus para oeste. A área demoraria 1200 anos para percorrer 360 graus da esfericidade da Terra. Isto é, as influências (registradas atualmente) decorrentes do posicionamento atual desta mancha seriam as mesmas que foram registradas há 1200 anos atrás, há 2400 anos atrás, etc?
A Anomalia encontra-se visível na fig. 4 do artigo «Um Novo Olhar sobre a Segurança de Sistemas Elétricos».

Admite-se que durante uma explosão solar intensa o número de prótons que caem para a baixa atmosfera é muito superior ao número médio durante um dia calmo de atividade solar. Admite-se ainda que o número que cai sobre a Anomalia Magnética do Atlântico Sul é superior ao do restante do globo.

Poderíamos concluir que a Anomalia age como um funil da massa intergaláctica e que os valores encontrados em seu interior superam os valores do restante do globo. Logo, teremos uma maior ativação de núcleos de condensação de gotas de formação das nuvens devido a esta massa de origem intergaláctica.

E, uma vez que esta anomalia esteja sobre o Pacífico Leste, poder-se-ia dizer que teríamos um evento de El Niño extremamente intenso e por um período longo?

O que ocorre na Europa durante um evento de El Niño? Ou no Pacifico Leste? Ou no atual posicionamento do “núcleo” da Anomalia Magnética do Atlântico Sul?

São tudo interrogações para uma investigação que se apresenta com interesse, a realizar por uma equipa multidisciplinar.

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Consultar: Les Rayons Cosmiques.

Sexta-feira, Maio 01, 2009

Entrevista à Novopress (6)

Este é o sexto e último post da entrevista à Novopress.
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7) O Sr. esteve recentemente num debate organizado por alunos numa escola em Estarreja. Qual a aceitação que as suas teses cépticas tem junto dos mais jovens, normalmente mais influenciáveis em questões ligadas ao ambiente?

Já fui convidado para cima de uma dezena de vezes para a realização de palestras e debates em escolas da Grande Lisboa, e não só. Estas escolas pertenciam aos ensinos secundário e universitário.

Numa do ensino universitário já me convidaram três vezes. Os alunos portugueses são inteligentes e têm espírito crítico próprio da juventude. Muitas vezes o espírito crítico pode estar adormecido devido ao sistema de ensino que não fá-lo despertar.

Mas as minhas intervenções têm sido sempre muito bem recebidas. Inicialmente, os alunos podem estar na dúvida, mas as minhas explicações sempre acompanhadas com slides do tipo Power Point, rapidamente lhes desperta a curiosidade.

No final de uma hora estão convictos de que anteriormente tinham sido alvo de um ensino dirigido com uma finalidade ideológica e não científica. Numa escola dos arredores de Lisboa estive dois dias seguidos.

No primeiro dia visionámos o filme de Al Gore. No seguinte analisámos detalhadamente as mentiras de Al Gore. Foi um sucesso. Inicialmente, mesmo alguns professores duvidavam que Al Gore fosse um mentiroso. Mas ficaram convencidos das manipulações e das distorções algorianas.

8) Não teme que os "negacionistas" do «aquecimento global» venham a sofrer perseguições políticas e até, quem sabe, judiciais?

Falta de vontade para que isso aconteça não existe. Mas, em pleno século XXI, é difícil que isso aconteça. De facto, alguns cientistas queixam-se da dificuldade na obtenção de financiamentos para as suas investigações se não manifestarem fé na religião de Estado em que se transformou o “aquecimento global”.

Mas a nível internacional existem exemplos do que alguns designam por eco-fascismo. Um colunista inglês já propôs a formação de um tribunal tipo Nuremberga para julgar os cépticos. O sr. Rajendra Pachauri, chairman do IPCC, acha que os cépticos deveriam emigrar para outro planeta. Provavelmente por que vê o seu emprego em perigo…

9) Sr. Rui Moura, os nossos agradecimentos em nome dos leitores da NOVOpress. Para terminar pretende deixar algumas ideias que não tivessem sido expressas nesta pequena entrevista?

Agradeço o vosso interesse em entrevistar-me sobre um assunto tão delicado como este. Faltou talvez uma pergunta: - «Que alternativa vê que se possa tomar perante as variações do clima, isto é, entre mitigar (as emissões) e adaptar?»

Só encontro uma: - «Adaptarmo-nos para o que vier, para o calor ou para o frio. O Homem só pode adaptar-se às eternas variações do clima impostas pela Natureza. Assim como não é responsável pelo Período Quente Contemporâneo também não pode fazer nada para modificar a situação.

Quanto à mitigação, deve começar por mitigar a ignorância quanto aos mecanismos reais dos fenómenos meteorológicos e climáticos para que possa adaptar-se da melhor maneira possível.»

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Entrevista à Novopress (5)

Este é o quinto post da entrevista à Novopress.
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5) «A terra transformou-se num enorme lixo», era uma frase que se ouvia com frequência no despoletar das causas ambientalistas. Não terá sido o carácter alarmista e culpabilizante dos discursos o factor que impossibilitou um debate saudável sobre esta matéria?

Claro que sim, como fica implícito na resposta à pergunta anterior. A Terra só se transformou num enorme lixo nas mentes deformadas dos alarmistas. Não conseguem perceber que só à medida que avança o progresso e o bem-estar das populações é que começa a preocupação com a conservação da Natureza.

Por que não vão eles pregar aos famintos do Chade para terem cuidado com a separação do lixo para a reciclagem. Uma chadiana faminta sem saber como alimentar os filhos seria capaz de entender a preocupação dos salvadores do planeta? O alarmismo climático tornou-se numa nova religião.

É preocupante ver como estrelas de cinema se tornaram políticos e políticos se tornaram estrelas de cinema propagando uma mentira colossal mas escondendo a sua hipocrisia de uma vida regalada com viagens em aviões particulares a jacto de um lado para o outro a propagar a fé do “aquecimento global”.

6) A comunicação social portuguesa tem dado algum tempo de antena às pessoas que como o senhor têm-se mostrado cépticos frente ao pensamento único das alterações climáticas?

De modo algum. Foi necessário protestar sistematicamente ao Provedor do Telespectador da RTP [Televisão de Portugal] com as reportagens desvirtuadas da televisão oficial paga por todos nós para o sr. Provedor realizar um programa dedicado ao assunto.

Entrevistaram-me durante quarenta e cinco minutos e passaram na RTP uns breves segundos. Quanto às estações de rádio e de televisão privadas nada se pode fazer já que as reportagens são escolhidas para aumentar as audiências.

Quanto às oficiais pagas simultaneamente pelos contribuintes tinham a obrigação de dar o mesmo tempo de antena às diversas opiniões para que os telespectadores tirassem conclusões pelas suas próprias cabeças e não pela cabeça dos alarmistas.

Ainda por cima, os convidados da RTP e da RDP [Rádio de Portugal] são sempre os mesmos sem competência na matéria. Alguns dos convidados apresentam mesmo profundo desconhecimento em climatologia. Pois são estes os mais assíduos na RTP e na RDP.

(continua)

Quarta-feira, Abril 29, 2009

Entrevista à Novopress (4)

Este é o quarto post da entrevista à Novopress.
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4) Os dados científicos de diversos grupos de pesquisa dão conta de grandes alterações no ecossistema, nomeadamente o esgotamento dos recursos fósseis, a presença teores elevados de metano e dióxido de carbono na atmosfera ou ainda o contínuo aumento da população mundial. Considera que se trata apenas de especulação ou de algo bem real?

O dióxido de carbono (e o metano) na atmosfera não tem nada a ver com alterações do ecossistema [que se subentendem], com o esgotamento dos recursos fósseis ou a com a população mundial. Reproduzo aqui o meu curto artigo publicado na Revista da CIP, Indústria, nº 73, de Jan/Fev de 2009:

O aquecimento global tornou-se um assunto mediático, sobretudo depois da seca observada nos Estados Unidos da América, no Verão de 1988. O receio de um novo e prolongado período de calor e de seca, como o que se verificou nos anos 1930 (cf. As Vinhas da Ira de John Steinbeck), explica a atenção particular dedicada à seca de 1988 e a dramatização que se lhe seguiu, até hoje.

Na verdade, a ideia do aquecimento global, com origem na emissão de gases com efeito de estufa (GEE) libertados na queima dos combustíveis fósseis, foi transformada num tema extremamente confuso, em que os alarmistas misturam tudo:

A poluição e o clima – tornou-se o clima num álibi para resolver a poluição. A evolução futura do clima é apresentada como um postulado e quem coloca dúvidas sobre o aquecimento global fica catalogado como favorável à poluição.

Os bons sentimentos e os interesses (in)confessados – alarma-se com um planeta em perigo, que é necessário salvar mas, em simultâneo, admite-se o direito de poluir, mediante o comércio de «direitos de emissão» de GEE.

As suposições e as realidades – apresentam-se modelos informáticos do clima sem relação directa com os mecanismos reais e avançam-se previsões tanto mais gratuitas quanto os prazos são mais longínquos (2100!).

O sensacionalismo e a seriedade científica – procura-se o furo jornalístico e ignora-se a informação devidamente fundamentada, com os políticos e os media a ajudar à confusão.

Os alarmistas pretendem ver sinais da catástrofe anunciada nalguns acontecimentos recentes (ondas de calor, secas, cheias, evolução natural do mar gelado do Árctico e do Antárctico) os quais, no entanto, não têm qualquer relação com as emissões de GEE.

Seleccionam as informações favoráveis à ideia do aquecimento, ocultando as que dão conta de situações de arrefecimento. O que domina incontestavelmente o debate, e mais o falseia, é que as alterações climáticas são um assunto de climatologia, que está a ser tratado, maioritariamente, por não especialistas, nomeadamente pelos ambientalistas.

Com uma complacência geralmente proporcional à ignorância dos fundamentos da disciplina, muitos dos que têm a audácia de se proclamar cientistas apenas propalam as hipóteses oriundas dos modelos.

Deve-se começar por colocar fortes reticências ao mito segundo o qual os relatórios do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) são preparados por «milhares de cientistas». É falso. Não provêm senão de uma pequena equipa dominante.

Os conhecimentos actuais sobre climatologia são em geral limitados. O IPCC reconhece-o quando refere que «A aptidão dos cientistas para fazer verificações das projecções provenientes dos modelos é bastante limitada…».

As explicações do IPCC não reflectem a verdade científica, que é extremamente complexa. São em regra simplistas, próximas do slogan, a fim de serem facilmente apreendidas. Quanto mais simples a mensagem, maior a hipótese de ser adoptada pelos políticos e pelos media.

Este conhecimento superficial e esquemático é também imposto pelas «simplificações inevitáveis, transpostas para os modelos», os quais não podem integrar todas as componentes dos fenómenos climáticos.

Esta falha explica também a fé cega atribuída a uma ciência – a climatologia – idealizada por alguns, ignorando, geralmente, que a climatologia está num verdadeiro impasse conceptual há mais de cinquenta anos.

A climatologia não dispõe de um esquema explicativo observável da circulação geral da atmosfera (fenómeno este que é fundamental) apto a traduzir a realidade das trocas meridionais de energia e vive na ignorância dos mecanismos reais.

Este impasse tem conduzido, entre outros, aos «falhanços» dos serviços de meteorologia dos EUA na previsão das trajectórias dos furacões tropicais, por deficiente conhecimento da sua dinâmica.

O conhecimento é substituído pela convicção (sincera, ou pela fé) do género «estou convencido de que o aquecimento global do planeta é uma realidade» ou «há quem não acredite no aquecimento global». Isto é a negação do método científico.

É, pois, necessário fazer um ponto da situação. Sem complacências nem concessões, aprofundado, rigoroso e unicamente centrado na climatologia, pois o estudo do clima deve ser deixado aos climatologistas.

Torna-se necessário desmascarar a pretensa ligação Homem – poluição – GEE – aquecimento global – alterações climáticas. O Homem, neste caso, está inocente e a acusação que lhe fazem não se justifica.”

(continua)

Terça-feira, Abril 28, 2009

Entrevista à Novopress (3)

Este é o terceiro post da entrevista à Novopress.
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3) No seu blogue é recorrente falar do livro «A Ficção Científica de Al Gore». Segundo o Rui porque razão Al Gore decidiu abraçar e tornar-se no principal porta-voz da causa à qual se chamou «aquecimento global»?

Al Gore é um político na reforma que se transformou num homem de negócios. Não me compete analisar o porquê da sua participação num debate eminentemente científico. Só me preocupa a sua nefasta participação neste debate por verificar a sua completa falta de conhecimentos na matéria e a enormidade de erros científicos que propaga.

Sendo um entertainer, a sua figura mediática pretende dar credibilidade aos erros científicos que o seu discurso comporta. Quando o filme “Uma Verdade Inconveniente” se estreou em Portugal, já o blogue Mitos Climáticos existia há algum tempo, alguns jovens dirigiram-se-me, quase todos cordialmente, no sentido de dizer que a minha actividade era inútil perante a acusação inapelável de Al Gore.

Também alguns amigos – mesmo diplomados! – ficaram aterrados perante as acusações visionadas no filme. Uma leitora, estudante de ciências, trocou várias mensagens pedindo-me explicações científicas que refutassem as afirmações de Al Gore.

Por mais que lhe explicasse acabou por dizer: - «Pois sim, acredito mais naquilo que ele diz…» E o que disse Al Gore? Apresentou imagens dramáticas, algumas com efeitos cinematográficos – como sejam as maquetas de plásticos a simular derrocadas de gelo de hipotéticos glaciares – como se tudo fosse culpa das actividades humanas. Cheias? Secas? Furacões? Subida dos oceanos? Tudo era devido ao aquecimento global e este era devido ao Homem.

Ele espalha a palavra como um mensageiro espiritual que pretende a nossa salvação e a salvação do Mundo. Só que ele mente, mente e mente… O livro com tradução em português «A Ficção Científica de Al Gore», de Marlo Lewis Jr., foi o primeiro livro a nível mundial – nem nos EUA se publicou antes de Portugal – que desmistifica as profundas mentiras de Al Gore.

É um livro com uma base científica profunda, de tal ordem que um Prof. do IST o aconselhou aos seus alunos do curso de mestrado IST-MIT. Ou seja, as mentiras de Al Gore são desmontadas umas atrás das outras com uma base científica irrefutável n’ «A Ficção Científica de Al Gore».

Neste momento, Al Gore está a formar milícias de jovens americanos para espalhar a sua mensagem como uma espécie de guardas vermelhos dos tempos de Mao-Tse-Tung… Ele já confessou que o assunto era espiritual.

(continua)

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Entrevista à Novopress (2)

(Último parágrafo actualizado no dia 4 de Maio)

Este é o segundo post da entrevista à Novopress.
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2) O que o levou a escrever o blogue Mitos Climáticos e a mantê-lo desde 2005?

Colegas meus conhecedores dos estudos no domínio da climatologia disseram que era meu dever transmitir os meus conhecimentos aos nossos concidadãos antes que desaparecesse desta vida. Sugeriram a abertura de um blogue dedicado ao assunto.

Como não tinha conhecimentos suficientes em matérias ligadas às técnicas da informática, um deles abriu o blogue e disse: - «Agora é só escrever!». Nem sequer sabia como se publicava uma figura num blogue… No primeiro e no segundo ano do blogue publiquei uma espécie de tratado de climatologia moderna. Tinha a noção que era uma matéria de difícil divulgação.

Fiz grandes esforços para que o blogue se dirigisse ao maior número de pessoas sem grandes conhecimentos na matéria. Tive algum apoio do Prof. Marcel Leroux que me aconselhou determinadas pistas para explicar as suas teorias modernas. Inicialmente, o blogue tinha a caixa de comentários aberta e começaram a aparecer ofensas em escritos de gente que não suportava ver desmistificados os seus mitos.

Deste modo, vi-me obrigado a fechar a caixa de comentários e a discutir em privado com os leitores. Este processo tem sido enriquecedor, pois recebo muitas mensagens que me obrigam a estudar este ou aquele pormenor para satisfazer a curiosidade de leitores atentos e interessados em aumentar os seus conhecimentos e não em ofender.

Não posso esquecer colegas e amigos que me ajudam especialmente na revisão dos textos pois sou o único responsável pelo conteúdo do blogue. Já tive o prazer de publicar artigos de um distinto Prof. de climatologia do Brasil. Os leitores brasileiros são dos mais entusiastas com o desenvolvimento do blogue.

Recebo mensagens de leitores desde os mais modestos de Roraima aos leitores mais eruditos dos grandes centros do Brasil e de universidades. Prof. brasileiros dizem-me que aconselham os seus alunos a seguirem o blogue nos seus trabalhos de investigação.

Diga-se de passagem que o Brasil tem cientistas climáticos de elevadíssimo nível. De Portugal, também se me dirigem alguns Prof. universitários incentivando o meu trabalho de divulgação e, até, auxiliando-me em determinados aspectos das suas especialidades. Mas, de um modo geral, pedem-me para manter o anonimato.

Há leitores espalhados pelos seguintes países: Angola, Bélgica, Brasil, Cabo Verde, Chile, Espanha, Estados Unidos da América, Índia, Itália, Moçambique, Reino Unido, São Tomé e Príncipe, Uruguai e Portugal (Continental e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira).

(continua)

Sábado, Abril 25, 2009

Entrevista à Novopress (1)

Foi publicada online uma entrevista do editor do MC à Novopress. A entrevista pode ser lida na íntegra em Novopress. Esta agência publica todos os dias vários artigos e notícias dedicados aos órgãos de comunicação social em geral.

Devido à extensão da entrevista, MC vai reproduzi-la numa série de posts.
____________

1) Sr. Rui Moura, pode-se apresentar aos nossos leitores? Actividades, interesses, participação cívica, etc.?

Como estudante fui o que se considera um bom aluno. Sempre no quadro de honra e nos primeiros lugares nas escolas por onde passei. A instrução primária foi feita em Lourenço Marques de onde segui directamente para um colégio interno de índole militar, em Lisboa. Aqui fiz o secundário e um curso médio, chegando ao fim como Comandante de Batalhão. Fui o antecessor do meu grande amigo Dr. Medina Carreira que também foi Comandante de Batalhão.

Segui os estudos no Instituto Superior Técnico, de Lisboa, suportados por uma bolsa de estudo da Câmara Municipal de Lourenço Marques. Dada a minha preparação anterior, o curso universitário de seis anos foi completado com relativa facilidade. No IST também pertenci sempre ao quadro de honra e obtive os primeiros prémios do primeiro ao último ano. Assim, atribuíram-me os prémios do melhor aluno do 6º ano do Curso e de melhor aluno de todos os seis anos do Curso de Engenharia Electrotécnica. No IST encontrei grandes mestres como os Prof. Bento de Jesus Caraça, Mira Fernandes, Ferreira Dias e Ferrer Moncada. Fui convidado para Assistente deste último e, mais tarde, numa remodelação do IST, para Prof. Auxiliar.

A minha vida profissional foi ocupada no sector energético nacional por convite do Prof. Ferreira Dias. Depois do 25 de Abril, com a abertura dos cursos de mestrado, fiz o primeiro curso que se realizou no Instituto Superior de Economia e Gestão sobre economia, energia e ambiente. Neste curso encontrei grandes mestres franceses, especialmente no domínio da programação e gestão da energia. Recordo os Prof. Bertrand Chateau, Jacques Percebois e Pierre Criqui que foram consultores da Comissão Europeia.

Devido à boa classificação do curso de mestrado fui oficialmente convidado a ir trabalhar para a Comissão Europeia, em Bruxelas, como especialista português nos domínios do curso de mestrado. Encarregaram-me da gestão de vários Programas Comunitários relacionados com energia, ambiente, investigação e desenvolvimento e telecomunicações. Desse tempo não posso esquecer o Presidente Jacques Delors que marcou uma época na Comunidade Europeia.

Regressado a Portugal fui nomeado para trabalhar na Comissão do Plano Energético Nacional. Participei na elaboração do último Plano Energético Nacional de 1992. Durante os trabalhos de execução deste plano tive a oportunidade de pela primeira vez em Portugal, e com a experiência trazida de Bruxelas, abordar, em colaboração com o staff da Comissão do Plano Energético Nacional, a ligação do sector energético nacional com as emissões de gases para a atmosfera que era um tema da actualidade na Comissão Europeia. Foi publicado, em 1992, um relatório do Ministério da Indústria e Energia – de que na altura era ministro o Engº Mira Amaral – que hoje se pode considerar histórico, designado «Incidência Ambiental da Evolução do Sistema Energético. Emissões de SO2, NOx, CO2. 1990-2010.».

Durante a preparação dos estudos que originaram este relatório, tive oportunidade de discutir com os especialistas portugueses ligados ao assunto e verificar a falta de profundidade de conhecimentos existentes nesta matéria, a nível nacional. Reformei-me logo a seguir e dediquei-me ao estudo aprofundado da climatologia para tirar dúvidas e enriquecer os meus conhecimentos.

Fiz um curso de mestrado de meteorologia de uma universidade canadiana e verifiquei com espanto quanto difícil e débil eram os fundamentos desta matéria. Aumentou o meu respeito pelos meteorologistas e climatologistas por terem abraçado uma vida dedicada a uma matéria tão complexa e, ao mesmo tempo, tão pouco unificada. Para quem estava habituado ao estudo do electromagnetismo suportado por uma teoria tão forte como a das chamadas equações de Maxwell foi uma surpresa verificar que em meteorologia e climatologia existiam tantas escolas de pensamento com algumas contradições insolúveis e a falta de uniformidade e de síntese das várias escolas.

Aconselharam-me a participar num fórum internacional com os maiores meteorologistas e climatologistas internacionais – com opiniões diversas e às vezes contraditórias – até que descobri os trabalhos do climatologista francês Prof. Marcel Leroux, que fazia parte do fórum. Fiquei deslumbrado por encontrar pela primeira vez algo com lógica explicativa e baseado nas observações meteorológicas confirmadas pelas dos satélites que iniciaram a sua tarefa em 1979.

O Prof. Marcel Leroux mostrou-se desde logo aberto a me facilitar o caminho dos seus vastíssimos conhecimentos. Deu-me o privilégio de me considerar seu amigo e discípulo. Tudo o que sei se deve aos seus pacientes e persistentes ensinamentos. Consegui pô-lo em contacto com dois dos mais distintos Prof. de climatologia portugueses e esteve quase a iniciar uma colaboração apertada com uma universidade portuguesa não fora o seu falecimento prematuro.

Tenho ainda a esperança de colocar Portugal no topo da climatologia moderna ao entrelaçar uma universidade portuguesa com a Universidade de Lyon, França, onde o Prof. Marcel Leroux deixou uma escola que floresce com muitos alunos interessados nesta matéria. Um Prof. de climatologia de uma universidade portuguesa já se mostrou interessado no intercâmbio com a Universidade de Lyon. Falta arranjar o financiamento para levar à prática esse projecto.

Actualmente, sou o editor do blog: http://mitos-climaticos.blogspot.com

(continua)

Terça-feira, Abril 21, 2009

Mais sobre a entrevista de Rajendra Pachauri ao Expresso

Rajendra Pachauri podia ser um bom propagandista de um qualquer detergente. As respostas às questões científicas colocadas pelo jornalista Virgilio Azevedo revelam não só uma ignorância profunda mas também a forma como Rajendra Pachauri desempenha o papel de autêntico vendilhão de feira, ao responder de acordo com as conveniências de momento para promoção do produto.

Vejamos o exemplo das temperaturas. Em Novembro de 2008, Rajendra dizia que as temperaturas estavam a crescer a um ritmo mais rápido do que o previsto (“warming is taking place at a much faster rate”). Consultar MC e WUWT.

Afinal, as temperaturas não só não estavam a subir como estavam a descer. Agora, perante a questão de Virgílio Azevedo “Segundo o instituto meteorológico britânico (Met Office), a temperatura média global está a descer desde 2001. Acabou o aquecimento global?”, Rajendra não pestanejou, esquecendo-se do que tinha dito há cinco meses, e respondeu “sabiamente”:

«Não acredito que a tendência de subida das temperaturas venha a parar, mesmo que seja interrompida por sete ou oito anos, porque 2004 e 2005 foram anos muito quentes e no relatório de 2007 do IPCC constatámos claramente que onze dos últimos 12 anos estão entre os 12 mais quentes da História. Há uma diferença entre tempo e clima, e há mudanças naturais que não significam que tenha havido uma inversão de tendência. Pode haver mesmo declínio das temperaturas nos próximos dez ou 15 anos sem que a tendência para o aquecimento global se altere.»

Esta resposta comporta várias falsidades. Os anos 2004 e 2005 não foram muito quentes. E os onze dos últimos 12 anos não estão entre os 12 mais quentes da História. Tudo cheira a falso. É típico do IPCC e do seu chairman.

Foi pena que Virgílio Azevedo se tenha esquecido de perguntar a Rajendra Pachauri a opinião sobre o livro de Roy Spencer “Climate Confusion” (título que se aplica ao pensamento de Rajendra Pachauri) traduzido para português com o nome elucidativo “A Mentira do Aquecimento Global” (que se aplica ao IPCC e a Rajendra Pachauri).

Claro que Virgílio Azevedo teria de ter a paciência de explicar a Rajendra Pachauri que Roy Spencer é um climatologista de elevadíssimo nível. Roy monitoriza as temperaturas dos satélites da NASA que desmentem Rajendra Pachauri, tanto em Novembro de 2008 como em Abril de 2009.

Segunda-feira, Abril 20, 2009

A entrevista de Rajendra Pachauri ao Expresso

(Recensão de Jorge Pacheco de Oliveira)

Na oportunidade da sua deslocação a Portugal, para o almoço-conferência no Convento do Beato, Rajendra Pachauri concedeu uma entrevista ao semanário Expresso, um dos anfitriões do chairman do IPCC.

As respostas do entrevistado permitem avaliar a (pouca) credibilidade do principal responsável do IPCC em relação à matéria de que se ocupa a organização a que preside.

Neste sentido, talvez a afirmação mais significativa de Pachauri seja aquela que proferiu quando o jornalista lhe pediu a opinião acerca do decréscimo que se observa, desde o início deste século, nas temperaturas médias globais. Com um evidente desprezo pela inteligência do interlocutor – e pela dos leitores do jornal – Pachauri teceu este elucidativo comentário :

"Pode haver mesmo declínio das temperaturas nos próximos dez ou 15 anos sem que a tendência para o aquecimento global se altere".

Isto não tem outro nome senão charlatanice. Tanto faz que a temperatura suba como desça que o xarope prescrito é sempre o mesmo! Não se trata aqui apenas de uma flagrante falta de credibilidade da teoria defendida pelo mais alto responsável do IPCC. Trata-se também de um óbvio sentimento de impunidade atingido pela corrente alarmista do aquecimento global.

Mas há mais.

Numa pergunta do jornalista a propósito da tendência que tem sido observada para um aumento das pressões atmosféricas sobre os continentes, em particular sobre Portugal, um fenómeno que se revela contrário ao que seria de esperar perante um crescimento sistemático das temperaturas, Pachauri procura desvalorizar a questão com uma resposta ao nível da anteriormente assinalada.

Para o chairman do IPCC a atmosfera não é estável, é um sistema muito complexo (que novidade!) há sítios do mundo em que as pressões sobem e outros em que descem. Os oceanos estão a aquecer, mas na Sibéria e na Gronelândia aumenta a precipitação e a neve. Enfim, para Pachauri tudo pode acontecer! É impossível acreditar que se esteja perante uma teoria consistente.

Aliás, neste aspecto, a teoria do global warming é peculiar. Tudo pode acontecer, desde que o dióxido de carbono de origem antropogénica seja o responsável. O caso do continente Antárctico é exemplar. Na parte ocidental do Antárctico existe uma pequena península que tem sido muito falada porque a temperatura nessa zona parece estar a aumentar. No resto do continente, a temperatura parece estar a diminuir. Onde aumenta, é culpa do Homem. Onde diminui, é variação natural...

Ou seja, a mesma acção do Homem – a emissão de gases com efeito de estufa, sobretudo no Hemisfério Norte – tem efeitos opostos lá muito longe, em duas zonas do continente Antárctico. Numa, aquece. Noutra, arrefece. Acredite quem quiser…

Mas ainda há mais na entrevista de Pachauri.

Na questão respeitante à carta enviada por uma centena de cientistas ao Secretário Geral das Nações Unidas por ocasião da cimeira de Bali, a resposta do chairman do IPCC foi a seguinte :

"Esse grupo está hoje melhor organizado e tem mais fontes de financiamento do que em 2007. Sente-se ameaçado e por isso está a organizar-se melhor para fazer muito barulho."

Isto já não é apenas a resposta de um charlatão. É a resposta de um verdadeiro tartufo. Então os cientistas que criticam o IPCC é que andam a receber financiamentos? E o que o IPCC recebe chama-se como? A verdade é que os 100 cientistas nem sequer formam um grupo organizado, como acontece com Pachauri e os membros do IPCC !

Mas aquele grupo de cientistas sente-se ameaçado...!? Essa agora ! Porquê? E por quem? Admite-se que, por uma questão de gentileza, própria de um anfitrião, o jornalista do Expresso não quis embaraçar Pachauri com estas perguntas elementares.

Mas o que verdadeiramente preocupa o chairman do IPCC pode depreender-se desta declaração :

"Parte dos fundos públicos destinados à retoma da economia podem ser investidos em programas e infra-estruturas relacionadas com as alterações climáticas".

Ora aí está. O grande receio de Pachauri e dos alarmistas profissionais é que a actual crise financeira leve os governos a reduzir significativamente os generosos subsídios que são postos à disposição das organizações que incessantemente estudam, investigam, propõem medidas e programas para combater a putativa ameaça do aquecimento global.

O almoço-conferência com o chairman do IPCC

(Post da autoria de Jorge Pacheco de Oliveira)

Segundo relato do Expresso online :

O presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU, Nobel da Paz em 2007 com Al Gore, falou esta semana [dia 14 de Abril] sobre o tema "Alterações Climáticas e o Desafio do Desenvolvimento Sustentável" para 300 pessoas num almoço-conferência no Convento do Beato, em Lisboa. [Rajendra] Pachauri foi apresentado pelo director do Expresso, Henrique Monteiro, num evento encerrado pelo ministro da Economia, Manuel Pinho. A conferência integra-se no Mês do Desenvolvimento Sustentável, uma iniciativa promovida pelo Expresso e pelo BES.

Se o discurso de Pachauri era aguardado com muita expectativa, o encerramento da sessão pelo ministro Manuel Pinho, por sinal funcionário do BES, um dos patrocinadores do evento, deveria ser esperado ainda com mais interesse. Seria importante, porventura decisivo, para os adeptos nacionais do Anthropogenic Global Warming (AGW), tomar conhecimento das palavras do senhor ministro.

O certo é que, uns dias antes, o Expresso anunciava o evento desta forma:

Cerca de 300 pessoas, entre empresários, gestores, políticos, membros do Governo, opinion makers e jornalistas, irão ouvir Rajendra Pachauri.

Ora aí está. Conforme já anteriormente assinalado, era de supor que nem um dos participantes no evento iria pagar do seu bolso os 250 euros mais IVA que custava a entrada.

De facto, “empresários, gestores, políticos, membros do Governo, opinion makers e jornalistas” não costumam pagar estas coisas do seu bolso. É a empresa, ou a instituição em que trabalham que lhes paga estas dispendiosas representações. Não se trata de um detalhe. Trata-se de um importante indicador do regabofe a que se chegou nestas exibições pretensiosas de dignitários do AGW, como aconteceu agora com Rajendra Pachauri e como aconteceu em duas anteriores visitas de Al Gore, que nos deve ter levado para fora do país uma quantidade significativa dos nossos preciosos euros. Neste último caso, para vender aos basbaques nacionais uma apresentação em Power Point, que pouco depois seria divulgada em filme e tornada acessível por muito menos dinheiro.

Mas seria interessante saber se o Expresso, um jornal que a si próprio se classifica como “o semanário de referência português” e o BES, um banco que alguns observadores classificam como o "banco do regime", estarão a planear trazer a Portugal um ou dois cientistas de craveira internacional que não alinham com a corrente alarmista do AGW (há vários) e que são críticos do IPCC e de Rajendra Pachauri. Por aí se avaliaria a independência e a isenção dos organizadores deste evento.

Mais de uma centena de cientistas contestam a posição de Barack Obama acerca do aquecimento global.

Oriundos de mais de uma dúzia de países, mais de uma centena de proeminentes cientistas – incluindo um laureado com um prémio Nobel – assinaram uma carta dirigida ao Presidente Obama classificando como “simplesmente incorrectas” as posições de Obama acerca das alterações climáticas.

Esta carta – patrocinada pelo Cato Institute – contesta a seguinte declaração de Obama, proferida em 19 de Novembro de 2008 : “Poucos desafios enfrentados pela América e pelo mundo exigem um combate mais urgente do que as alterações climáticas. As conclusões científicas são inquestionáveis e os factos são claros”.

Sob o título “Com o devido respeito, Senhor Presidente, isso não é verdade”, os mais de cem cientistas declararam o seguinte :

Os abaixo assinados defendem que os receios em torno das alterações climáticas estão grosseiramente sobrestimados. Ao longo do século passado as variações da temperatura à superfície do planeta foram episódicas e modestas e, além disso, não tem havido qualquer aquecimento global desde há uma década.

Os modelos de computador que prevêem um aumento rápido da temperatura falham de uma forma inaudita na explicação da recente evolução climática.

Senhor Presidente : a sua caracterização dos factos científicos relacionados com as alterações climáticas e o grau de certeza que supõe incorporado no debate científico está pura e simplesmente incorrecto.

Os 116 signatários incluem : Ivar Giaever, Ph.D., que partilhou o Prémio Nobel da Física de 1973 pelo seu trabalho em supercondutores na General Electric ; John Blaylock, anteriormente no Laboratório Nacional de Los Alamos ; Richard Lindzen, Ph.D., do Instituto Tecnológico de Massachusetts; e William Gray, Ph.D., um respeitado perito de furacões da Universidade do Estado do Colorado.

Os subscritores incluem ainda cientistas da Universidade de Princeton, da Academia Naval dos Estados Unidos, da Universidade do Kansas, da Universidade de Oklahoma, da Universidade do Colorado e da Universidade do Missouri.

Entre os países representados pelos subscritores estão a Grã-Bretanha, Canadá, Itália, Noruega, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Argentina e África do Sul.

Alguns dos cientistas são actuais ou anteriores recensores do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas – os quais partilharam o Prémio Nobel da Paz de 2007 com Al Gore, o militante do aquecimento global – e que, desde então, inverteram as suas posições acerca do aquecimento global com origem antropogénica.
Segue-se a lista dos signatários :

1. Syun-Ichi Akasofu, Ph.D, University Of Alaska
2. Arthur G. Anderson, Ph.D, Director Of Research, IBM (retired)
3. Charles R. Anderson, Ph.D, Anderson Materials Evaluation
4. J. Scott Armstrong, Ph.D, University Of Pennsylvania
5. Robert Ashworth, Clearstack LLC
6. Ismail Baht, Ph.D, University Of Kashmir
7. Colin Barton Csiro, (retired)
8. David J. Bellamy, OBE, The British Natural Association
9. John Blaylock, Los Alamos National Laboratory (retired)
10. Edward F. Blick, Ph.D, University Of Oklahoma (emeritus)
11. Sonja Boehmer-Christiansen, Ph.D, University Of Hull
12. Bob Breck Ams, Broadcaster Of The Year 2008
13. John Brignell, University Of Southampton (emeritus)
14. Mark Campbell, Ph.D, U.S. Naval Academy
15. Robert M. Carter, Ph.D, James Cook University
16. Ian Clark, Ph.D, Professor, Earth Sciences University Of Ottawa, Ottawa, Canada
17. Roger Cohen, Ph.D, Fellow, American Physical Society
18. Paul Copper, Ph.D, Laurentian University (emeritus)
19. Piers Corbyn, MS, Weather Action
20. Richard S. Courtney, Ph.D, Reviewer, Intergovernmental Panel On Climate Change
21. Uberto Crescenti, Ph.D, Past-President, Italian Geological Society
22. Susan Crockford, Ph.D, University Of Victoria
23. Joseph S. D'aleo, Fellow, American Meteorological Society
24. James Demeo, Ph.D, University Of Kansas (retired)
25. David Deming, Ph.D, University Of Oklahoma
26. Diane Douglas, Ph.D, Paleoclimatologist
27. David Douglass, Ph.D, University Of Rochester
28. Robert H. Essenhigh, E.G. Bailey Emeritus, Professor Of Energy Conversion, The Ohio State University
29. Christopher Essex, Ph.D, University Of Western Ontario
30. John Ferguson, Ph.D, University Of Newcastle
31. Upon Tyne, (retired)
32. Eduardo Ferreyra, Argentinian Foundation For A Scientific Ecology
33. Michael Fox, Ph.D, American Nuclear Society
34. Gordon Fulks, Ph.D, Gordon Fulks And Associates
35. Lee Gerhard, Ph.D, State Geologist, Kansas (retired)
36. Gerhard Gerlich, Ph.D, Technische Universitat Braunschweig
37. Ivar Giaever, Ph.D, Nobel Laureate, Physics
38. Albrecht Glatzle, Ph.D, Scientific Director, Inttas (Paraguay)
39. Wayne Goodfellow, Ph.D, University Of Ottawa
40. James Goodridge, California State Climatologist, (retired)
41. Laurence Gould, Ph.D, University Of Hartford
42. Vincent Gray, Ph.D, New Zealand Climate Coalition
43. William M. Gray, Ph.D, Colorado State University
44. Kenneth E. Green, D.Env., American Enterprise Institute
45. Kesten Green, Ph.D, Monash University
46. Will Happer, Ph.D, Princeton University
47. Howard C. Hayden, Ph.D, University Of Connecticut, (emeritus)
48. Ben Herman, Ph.D, University Of Arizona, (emeritus)
49. Martin Hertzberg, Ph.D, U.S. Navy, (retired)
50. Doug Hoffman, Ph.D, Author, The Resilient Earth
51. Bernd Huettner, Ph.D.
52. Ole Humlum, Ph.D, University Of Oslo
53. A. Neil Hutton, Past President, Canadian Society Of Petroleum Geologists
54. Craig D. Idso, Ph.D, Center For The Study Of Carbon Dioxide And Global Change
55. Sherwood B. Idso, Ph.D, U.S. Department Of Agriculture (retired)
56. Kiminori Itoh, Ph.D, Yokohama National University
57. Steve Japar, Ph.D, Reviewer, Intergovernmental Panel On Climate Change
58. Sten Kaijser, Ph.D, Uppsala University, (emeritus)
59. Wibjorn Karlen, Ph.D, University Of Stockholm, (emeritus)
60. Joel Kauffman, Ph.D, University Of The Sciences, Philadelphia, (emeritus)
61. David Kear, Ph.D, Former Director-General, Nz Dept. Scientific And Industrial Research
62. Richard Keen, Ph.D, University Of Colorado
63. Dr. Kelvin Kemm, Ph.D, Lifetime Achievers Award, National Science And Technology Forum, South Africa
64. Madhav Khandekar, Ph.D, Former Editor, Climate Research
65. Robert S. Knox, Ph.D, University Of Rochester (emeritus)
66. James P. Koermer, Ph.D, Plymouth State University
67. Gerhard Kramm, Ph.D, University Of Alaska Fairbanks
68. Wayne Kraus, Ph.D, Kraus Consulting
69. Olav M. Kvalheim, Ph.D, Univ. Of Bergen
70. Roar Larson, Ph.D, Norwegian University Of Science And Technology
71. James F. Lea, Ph.D.
72. Douglas Leahy, Ph.D, Meteorologist
73. Peter R. Leavitt, Certified Consulting Meteorologist
74. David R. Legates, Ph.D, University of Delaware
75. Richard S. Lindzen, Ph.D, Massachusetts Institute Of Technology
76. Harry F. Lins, Ph.D. Co-Chair, IPCC Hydrology and Water Resources Working Group
77. Anthony R. Lupo, Ph.D, University Of Missouri
78. Howard Maccabee, Ph.D, MD Clinical Faculty, Stanford Medical School
79. Horst Malberg, Ph.D, Free University of Berlin
80. Bjorn Malmgren, Ph.D, Goteburg University (emeritus)
81. Jennifer Marohasy, Ph.D, Australian Environment Foundation
82. James A Marusek, U.S. Navy, (retired)
83. Ross Mckitrick, Ph.D, University Of Guelph
84. Patrick J. Michaels, Ph.D, University Of Virginia
85. Timmothy R. Minnich, MS, Minnich And Scotto, Inc.
86. Asmunn Moene, Ph.D, Former Head, Forecasting Center, Meteorological Institute, Norway
87. Michael Monce, Ph.D, Connecticut College
88. Dick Morgan, Ph.D, Exeter University, (emeritus)
89. Nils-Axel Morner, Ph.D, Stockholm University, (emeritus)
90. David Nowell, D.I.C., Former Chairman, Nato Meteorology Canada 91. Cliff Ollier, D.Sc., University Of Western Australia
92. Garth W. Paltridge, Ph.D, University Of Tasmania
93. Alfred Peckarek, Ph.D, St. Cloud State University
94. Dr. Robert A. Perkins, P.E. University Of Alaska
95. Ian Pilmer, Ph.D, University Of Melbourne (emeritus)
96. Brian R. Pratt, Ph.D, University Of Saskatchewan
97. John Reinhard, Ph.D, Ore Pharmaceuticals
98. Peter Ridd, Ph.D, James Cook University
99. Curt Rose, Ph.D, Bishop's University (emeritus)
100. Peter Salonius, M.Sc., Canadian Forest Service
101. Gary Sharp, Ph.D, Center For Climate/Ocean Resources Study
102. Thomas P. Sheahan, Ph.D, Western Technologies, Inc.
103. Alan Simmons, Author, The Resilient Earth
104. Roy N. Spencer, Ph.D, University Of Alabama-Huntsville
105. Arlin Super, Ph.D, Retired Research Meteorologist, U.S. Dept. Of Reclamation
106. George H. Taylor, MS, Applied Climate Services
107. Eduardo P. Tonni, Ph.D, Museo De La Plata, (Argentina)
108. Ralf D. Tscheuschner, Ph.D.
109. Dr. Anton Uriarte, Ph.D, Universidad Del Pais Vasco
110. Brian Valentine, Ph.D, U.S. Department Of Energy
111. Gosta Walin, Ph.D, University Of Gothenburg, (emeritus)
112. Gerd-Rainer Weber, Ph.D, Reviewer, Intergovernmenal Panel On Climate Change
113. Forese-Carlo Wezel, Ph.D, Urbino University
114. Edward T. Wimberley, Ph.D, Florida Gulf Coast University
115. Miklos Zagoni, Ph.D, Reviewer, Intergovernmental Panel On Climate Change
116. Antonio Zichichi, Ph.D, President, World Federation Of Scientists

Quarta-feira, Abril 15, 2009

Com papas e bolos se enganam os tolos

Conforme se viu no post Gato escondido com o rabo de fora, o Met Office-Hadley Centre revela que a designada temperatura média global já passou por um máximo, em 2004-2005, e desceu desde então continuamente até ao ano 2008.

No entanto, tanto o Met Office como a própria Organização Mundial de Meteorologia (OMM) afirmaram que “2008 foi o décimo ano mais quente desde 1850”. Claro, os media espalharam esta afirmação acrescentando ser uma confirmação do “aquecimento global”.

Então qual é a verdade? A afirmação “2008 foi o décimo ano mais quente desde 1850” é uma forma astuciosa de esconder que o “aquecimento global” foi chão que deu uvas. De facto, esta declaração não explica absolutamente nada acerca da tendência actual das temperaturas.

Este monólogo dos media é um modo de manipulação. Não admite antinomias nem tonalidades. É assim porque é assim. Mas neste caso, os media são induzidos na manipulação por culpa de outrem.

E quem induz em erro é nem mais nem menos do que a OMM. Lamentável ter de dizê-lo. A OMM colou-se à propaganda do IPCC e está a deteriorar a sua imagem construída com grande sacrifício desde longos e penosos anos.

Qual é a base desta manipulação? É sempre a mesma técnica da escolha do ano inicial e do ano final para estimar uma tendência. Neste caso, o ano de 1850 é o ideal por corresponder à parte final da Pequena Idade do Gelo.

O Met Office e a OMM fizeram os possíveis por encontrar um modo de representação tal que evitasse revelar a evolução das temperaturas entre 2002 e 2008. Concretamente, uma forma de dissimular a passagem pelo máximo e a descida subsequente das temperaturas.

Com essa finalidade, o Met Office e a OMM lembraram-se de traçar um gráfico (Fig. 161) em que os anos de 2002-2007 ficassem dispersos pelos restantes desde 1850. Os media e outras instituições ligadas ao ofício popularizaram este gráfico enganador.

O modo astucioso consiste na ordenação dos anos pelo ranking das temperaturas. Se as temperaturas já têm pouco significado climático, então esta ordenação não tem qualquer significado a não ser estatístico.

O gráfico tem a dupla finalidade de, por um lado, esconder a realidade das temperaturas actualmente em decrescimento e, por outro lado, evitar desmentir as anteriores declarações alarmistas quanto à subida permanente das temperaturas.

“2008 foi o décimo ano mais quente desde 1850” é uma frase que alcança o máximo apoio dos media e que se repete por todo o lado. Mantém a ilusão do “aquecimento global” e dá satisfação às mentiras da corrente alarmista.

O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, entrevistado no início de 2008, pronunciou-se acerca deste patamar (plateau). Eis o que relatou a agência Reuters:

« Rajendra Pachauri, the head of the U.N. Panel that shared the 2007 Nobel Peace Prize with former U.S. Vice President Al Gore, said he would look into the apparent temperature plateau so far this century.

One would really have to see on the basis of some analysis what this really representshe told Reuters, addingare there natural factors compensating?for increases in greenhouse gases from human activities.

He added that skeptics about a human role in climate change delighted in hints that temperatures might not be rising. “There are some people who would want to find every single excuse to say that this is all hogwashhe said. »

Pois, pois. Com muito maior probabilidade, haverá gente dedicada a manipular dados para evitar que se perceba que as teses do "global warming" são uma fraude.

Todavia, não foi por isso que o líder máximo desta astúcia do “global warming”, o venerável chairman do IPCC, Rajendra Pachauri, deixou de ser convidado para vir a Lisboa no dia 14 de Abril, para um almoço conferência no Convento do Beato, um evento organizado pelo semanário Expresso e pelo Banco Espírito Santo.

Ficamos agora a aguardar que esta parceria, a bem dos seus leitores e depositantes, dê uma prova de isenção e independência fazendo vir a Portugal um ou mais cientistas estrangeiros de nomeada que não apoiam as teses do IPCC. Têm muito por onde escolher, mas o MC pode dar-lhes uma ajuda.

Fig. 161 - Ranking das temperaturas. 1850-2007. Fonte: Met Office, OMM.

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Sexta-feira, Abril 10, 2009

Continua a nevar em Portugal

Dá-se conhecimento a leitores do Brasil e de Moçambique, assim como de outros locais sem acesso a notícias do estado do tempo em Portugal, que regressou a queda de neve. Acontece no Norte e no Centro, como é o caso da Serra da Estrela.

O Instituto de Meteorologia colocou em alerta amarelo os distritos de Bragança. Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu. Neste último, já se registou queda de neve em Castro Daire, durante a madrugada e manhã.

O Comunicado Nº 30, de 9 de Abril de 2009, da Autoridade Nacional de Protecção Civil faz referência ao alerta do IM.