quinta-feira, julho 02, 2009

A fábula do aquecimento global (6)

(Continuação da entrevista da La Nouvelle Revue d’Histoire)

La Nouvelle Revue d’Histoire – Como responder àqueles que anunciam fortes ameaças para o Árctico e para o Antárctico?

Marcel Leroux – Mistura-se tudo: clima, poluição, ecologia e ecologismo, desenvolvimento sustentável, sensacionalismo mediático, propaganda e factos reais, muitas vezes distorcidos, política e interesses económicos (confessados e inconfessados).

Deste modo, as incoerências, as afirmações gratuitas, as impossibilidades físicas e as mentiras descaradas são múltiplas.

La Nouvelle Revue d’Histoire – Contudo, «a Gronelândia funde» e o Antárctico desloca-se.

Marcel Leroux – É verdade que o gelo funde nas baixas camadas, à volta da Gronelândia, que são atingidas pelo ar quente vindo do Sul. Mas, em 1816 e 1817, por exemplo, podia-se atingir o Pólo andando pela costa gronelandesa.

Em compensação, os satélites mostram que no pico a Gronelândia arrefeceu e o manto de gelo tem crescido 6 cm por ano devido às abundantes quedas de neve.

Quanto ao Antárctico, é particularmente estável e beneficia mesmo de um ganho de massa glaciar na sua parte oriental. A Península do Antárctico constitui uma excepção bem conhecida dos climatologistas.

Devido à sua latitude e à proximidade dos Andes, as depressões austrais conhecem aqui uma evolução notável. São canalizadas vigorosamente para o Sul como um fluxo ciclónico quente e húmido (1).

Tais depressões atmosféricas são cada vez mais cavadas. As trajectórias são cada vez mais meridionais. A temperatura do ar que transportam é crescente (2).

Tal como na vizinhança do Mar da Noruega (ou ainda na região do Alasca – Estreito de Bering), o aquecimento da Península do Antárctico é comandado pela intensificação da circulação de ar quente e húmido de origem tropical dirigido para o Sul.

Contrariamente à falsa afirmação do IPCC de que é o efeito de estufa que aquece a região da Península do Antárctico, é o ar quente importado pelo Pólo – em troca do ar frio exportado a partir do centro do Antárctico – que é responsável por esta situação.

O ar quente é dirigido para o Pólo através de uma intensificação da circulação do ar quente e húmido que vem de longe. É de origem tropical. Quanto mais intensa é a exportação de ar frio, mais intensa é a importação de ar quente.
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(1) Leroux, M. (2005) - Global Warming: Myth or Reality? The Erring Ways of Climatology, Praxis-Springer, 509 pp.

(2) Pommier, A. (2005) - Analyse Objective de la Dynamique Aérologique de Basses Couches dans l’Espace Atlantique Nord: Mécanisme et Évolution de 1950 à 2000, Thèse Universitaire, LCRE, Lyon.

(Continua)