segunda-feira, junho 13, 2005

O efeito de estufa de origem antropogénica

Não existe estrada real para chegar à conclusão da existência de um defeituoso raciocínio implícito na tese do Intergovernmental Panel on Climate Changes (IPCC), pelo que se deve analisar cuidadosa e pacientemente a base que levou à sustentação de uma teoria que está longe de corresponder à realidade.

Para levantar o véu apoiamo-nos no climatologista australiano William Kininmonth que é autor de uma vasta obra da qual se destaca o recente livro com o título apropriado «Climate Change: A Natural Hazard», editado pela Multi-Science Publishing Co. Ltd, Reino Unido, em 2004.

Uma tradução livre do título do livro pode ser «Alteração Climática: Um Fenómeno Natural». Kininmonth teve uma carreira de mais de 40 anos como meteorologista e climatologista durante a qual foi colaborador da Organização Mundial de Meteorologia em mais de duas décadas.

William Kininmonth foi membro da delegação da Austrália na Segunda Conferência Mundial de Meteorologia (1990) e nas subsequentes negociações da Convenção Quadro sobre Alterações Climáticas das Nações Unidas (1991-1992) que culminaram na constituição do IPCC e na aprovação do Protocolo de Quioto.

Este ilustre climatologista australiano participou activamente nos debates que deram origem aos textos cristalizados no Third Assessment Report (Terceiro Relatório de Avaliação) do IPCC de 2001. É pois alguém que conhece muito bem os meandros deste organismo intergovernamental.

Mas não se pode prescindir também da opinião do francês Marcel Leroux, do basco Antón Uriarte Cantolla, do Prof. do Massachussetts Institute of Technology, Richard Lindzen (que colaborou igualmente com o IPCC até descobrir a verdadeira ética do seu núcleo duro), do neozelandês John McLean, do finlandês Timo Hämeranta e de tantos e tantos outros climatologistas que é impossível indicar todos eles.

Muito tem sido dito acerca dos custos e da eficácia da aplicação do Protocolo de Quioto, especialmente nos países industrializados onde a base energética é essencialmente preenchida com combustíveis fósseis. O que não tem sido examinado com profundidade é a montagem adoptada pelo IPCC para demonstrar a hipotética ligação dos gases com efeito de estufa de origem antropogénica ao designado aquecimento global.

A percepção entre os responsáveis políticos (policymakers, na feliz designação anglo-saxónica) é que o assunto está já para além do IPCC – a missa já está dita! – que, segundo aqueles, já fez a listagem completa dos impactos das alterações climáticas devidas a um inquestionável aquecimento global.

Ou seja, o dossier do aquecimento global devido aos gases antropogénicos transcendeu o nível científico e passou para o plano puramente político. Daí se invocar continuadamente a existência de um vastíssimo consenso que é, na realidade, um consenso político e não científico.

1 Comments:

Blogger Flux=Rad said...

então se trata de um consenso político.
interessante. Levantarei os fatos.

http://smalldemand.blogspot.com

9:14 da tarde  

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