terça-feira, junho 07, 2005

Os oceanos. El Niño e La Niña

Depois da atmosfera, os oceanos formam o segundo fluido do sistema climático geral. Mas as circulações dos oceanos são apenas responsáveis por 10 % a 15 % da energia total transportada das regiões tropicais para as polares onde existe um défice térmico.

Apesar desta relativamente pequena proporção do total da energia transportada, a influência dos oceanos não pode ser ignorada visto que eles actuam com um volante do sistema climático.

Devido à enorme massa de água dos oceanos, uma vez iniciadas, as correntes superficiais e outras circulações oceânicas à escala planetária tendem a persistir com a continuação do transporte de energia à volta das bacias a que pertencem.

Os oceanos também possuem uma enorme capacidade térmica quando comparados com a atmosfera. A diferença entre as capacidades térmicas dos oceanos e da atmosfera pode ser avaliada pelo facto de que, por cada unidade de área, os três metros superiores dos oceanos têm a mesma capacidade térmica que a atmosfera que lhes fica por acima.

A massa total dos oceanos e a sua capacidade térmica fazem com que eles sejam o maior reservatório de energia e o volante do sistema climático. Por motivo da enorme capacidade térmica dos oceanos, uma pequena alteração das suas características pode ter um enorme impacto na circulação atmosférica e nos climas regionais.

Por exemplo, o fenómeno conhecido como El Niño, que envolve um aquecimento anormal no Oceano Pacífico, na sua parte oriental e central, junto ao Equador, pode provocar modificações do clima regional – secas, cheias e tempestades –, em zonas afastadas do seu local de nascimento (Vd. Fig. 22, onde se mantiveram os termos na língua original).

As modificações na circulação do Oceano Pacífico, que estão associadas ao El Niño, e as consequentes variações da temperatura das águas superficiais dos oceanos, são um contribuinte para a variabilidade interna do sistema climático, mesmo à escala inter-anual.

Todavia, o El Niño, tal como La Niña, que disputa actualmente o lugar de vedeta dos media juntamente com o pseudo – aquecimento global, tem um espaço limitado no mecanismo da dinâmica geral do tempo e do clima que não pode explicar mais do que mudanças regionais.

Sublinhe-se que o episódio do El Niño que se desenvolveu no Pacífico de Dezembro de 1991 a Abril de 1992 atingiu o seu máximo de intensidade em Março – Abril de 1992, precisamente no momento em que a concentração dos aerossóis vulcânicos expelidos pelo Pinatubo atingia o valor máximo sobre o Pólo Norte.

Precise-se ainda que existe uma covariação entre os acontecimentos do El Niño e as baixas pronunciadas da pluviometria do Sahel (ou da Índia). Estas covarições, associadas às modificações da circulação geral, são mais que simples coincidências.

No entanto, o El Niño, que de 1991 a 1995 teve o período mais longo do século XX, e que em 1997-1998 teve o seu apogeu de intensidade, é acusado de terríveis consequências, que ainda estão por provar, fora do seu campo de acção.

O nome de El Niño advém do facto de, originalmente, o acontecimento estar associado a uma corrente costeira sazonal ao longo do Equador e do Peru originada por um aquecimento das águas superficiais do Pacífico equatorial oriental e central. O inverso deste episódio é um episódio frio designado por anti-El Niño ou La Niña.

Como este fenómeno oceano-climático, detectado há vários séculos, aparece nas proximidades do Natal as populações da América do Sul baptizaram-no com o nome designativo de menino Jesus (El Niño).

3 Comments:

Anonymous Mário said...

Parabéns pelo post, se quiserespodes aceder ao www.meteopt.com para discutirmos melhos essa situação!
Já agora podes aproveitar e ver o meu blog que criei a titulo experimental, e quye falta actualizar.
Abraço
http://meteoseringador.blogspot.com

6:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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Anonymous Anónimo said...

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