sexta-feira, março 18, 2005

A mitologia do aquecimento global (1)

A teoria do aquecimento global é uma hipótese saída dos modelos informáticos e baseada em relações simplistas.

Ela anuncia um contínuo aumento de temperaturas a nível global mas isso não está demonstrado.

Seguramente, os anos 70 apresentaram um desvio climático fundamental (que os modelos não previram) que se traduziu num aumento progressivo da violência e da irregularidade do tempo, associado a uma modificação do modo de circulação geral (latitudinal rápido), fenómeno este que é fundamental para explicar o funcionamento da máquina térmica que é o nosso planeta, com duas fontes frias e uma fonte quente em permanente troca de energias através das massas de ar da troposfera e de água dos oceanos.

Todavia, o problema fundamental não é prever o clima em 2100 mas determinar as causas desse desvio climático.

O aquecimento global é um assunto que está na moda. Em particular depois da seca do Verão de 1988, nos Estados Unidos da América. Revelou-se então a angústia de um possível novo período prolongado de calor e de seca como o dos anos 30 verificado nas Grandes Planícies, traumatismo então vivido pela população rural (cf. As Vinhas da Ira de John Steinbeck). Esse passado explica a atenção particular que, em 1988, lhe foi imediatamente dedicada e a dramatização que se lhe seguiu.

Inicialmente assunto da climatologia, este tema fortemente marcado pela emoção e pela irracionalidade, depressa evoluiu para o alarmismo ao perder o seu conteúdo científico.

Deve-se então colocar a seguinte questão: debate-se ainda climatologia?

3 Comments:

Blogger Pedro Bingre said...

É curioso notar que a crise do "Dust Bowl" (que contextualiza a novela "The Grapes of Wrath") atingiu aquelas proporções essencialmente devido à inadequação ecológica das práticas agrícolas. A vegetação natural das planícies, essencialmente herbácea, desenvolve uma rede de estolhos rente ao solo para lograr resistir aos fortes ventos que fustigam a região (tão fortes que inibem o crescimento arbóreo, dessecando as copas). A introdução de tractores com arados modernos rasgou a rede de estolhos e permitiu que os ventos erodissem o solo.

12:50 da tarde  
Blogger Psikus said...

Rui Moura,
Pois é, só agora cheguei a este seu blogue... para o bem e para o mal... tentando não ser fantoche manipulado nas mãos de uns e outros, dos que dizem uma coisa, ou dos que dizem o seu contrário. Aliás, a minha condição de professor do ensino secundário, a isso me obriga, dada a minha responsabilidade na formação de jovens.
Atalhando... ponho-lhe a pergunta: alguma vez comentou ou rebateu o comentário de Pedro Bingre? Se sim, onde? Gostava de ler.
E outra pergunta: o comentário de Pedro Bingre parece-lhe também "marcado pela emoção e pela irracinalidade"? Pessoalmente, acho muito perigoso quando começamos a utilizar este tipo de argumentos, sobretudo quando, hoje em dia, sabemos a importância tremenda que tem a emoção no desenvolvimento e funcionamento da inteligência.
Espero ter sido provocatório q.b. Desculpe as minhas ignorâncias. E acredite que quero debater os assuntos abertamente (e se atrás disse o que disse sobre emoção e inteligência, a minha condição de psicólogo impede-me de acrescentar "e desprecoinceituadamente"). Obrigado!

8:49 da manhã  
Blogger Psikus said...

Desculpe os erros em palavras-chave: "irracionalidade"... "despreconceituadamente"... Com a pressa, não revi o texto. Quem sabe, se calhar as emoções a interferirem com a racionalidade... "Numa boa!...", creia.

8:54 da manhã  

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